Pesquisa mostra que exercícios intensos por curtos períodos são melhores do que longas sessões

Pesquisa mostra que malhar 2 minutos por dia já faz bem

Atualizado: Segunda-feira, 10 Setembro de 2012 as 2:34

Pergunte a qualquer um, mesmo ao malhadores de carteirinha, se preferem suar a camisa por cerca de dois minutos ou fazer exercícios durante uma hora em meia? Para a ciência, tanto faz, se o objetivo for manter a saúde do coração em dia. Pesquisa realizada na Universidade de Aberdeen, na Inglaterra, mostra que exercícios intensos por curtos períodos são melhores do que longas sessões de movimentos mais suaves.

O médico Stuart Gray analisou resultados de homens, com idades entre 18 e 35 anos, obtidos em sessões curtas na bicicleta ergométrica (que pedalaram o mais rápido que puderam por 30 segundos, descansaram quatro minutos e repetiram o exercício por mais quatro vezes) ou de caminhadas na esteira por uma hora e meia. O primeiro grupo realizou um total de 2 minutos e meio de exercícios extenuantes enquanto o segundo manteve batimentos cardíacos ritmados em todo o período.

No dia seguinte, os voluntários receberam café da manhã gorduroso, contendo pão, maionese e queijo, e depois tiveram amostras de sangue testadas para verificação de como o corpo lidaria com a grande quantidade de gordura ingerida. A queda dos níveis de gordura no sangue após as refeições é fator importante na prevenção de doenças cardíacas, como entupimentos das artérias. Os que caminharam por uma hora e meia tiveram redução de 11% nos índices de gordura contra impressionantes 33% dos que pedalaram rápido por apenas 2 minutos e meio.

Segundo Stuart Gray, os exercícios intensos podem fazer com que o fígado retire maiores quantidades de gordura do sangue, mesmo que não implique no aumento da resistência física no geral. “Apesar de exercícios de intensidade moderada em longas sessões ajudarem a proteger o corpo de doenças cardiovasculares, as descobertas mostram que exercícios intensos com intervalos podem ser método mais eficiente para melhorar a saúde e reduzir o tempo dedicado à ginástica”, disse o pesquisador ao jornal Daily Mail.

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