É possível gerar o filho sem sofrimento

É possível gerar o filho sem sofrimento

Atualizado: Quinta-feira, 12 Junho de 2008 as 12

Um momento muito esperado pelas futuras mamães é o nascimento do bebê. Entretanto, quando a criança está perto de nascer, muitas gestantes ficam temerosas em relação às prováveis dores que irão sentir. Se você terá seu filho de parto normal, é importante saber que é possível amenizar o incômodo das contrações e até mesmo ser submetida ao procedimento sem dor.

Há dois tipos de partos: o normal (transvaginal) e a cesariana (transabdominal). No primeiro, são percebidas as contrações, que vêm em intervalos e começam bem fraquinhas (nesse momento não há qualquer tipo de incômodo), intensificando-se com o tempo, enquanto o espaço entre uma contração e outra vai diminuindo.

"No início, as contrações costumam ser ritmadas, com duração em torno de 40 segundos. São pelo menos três contrações a cada 10 minutos", informa a professora de obstetrícia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Heloísa Passarelli.

A dor sentida varia de acordo com a paciente. "O pré-natal, a interação com o médico, o número de partos, o medo que a mulher tem de sentir dor e até a cultura influenciam", explica a médica.

A obstetra diz que é possível um parto normal sem dor. "Exercícios durante a gravidez, acupuntura e anestesia são as principais formas", declara. Ela ainda acrescenta que há várias técnicas de relaxamento, como o parto submerso - transvaginal -, no qual a mulher fica dentro d`água, podendo sair na hora do nascimento. Pode também gerar o filho dentro d`água, a critério do médico.

A anestesia é uma forma eficaz de minimizar as dores. "A paciente vai entrar em trabalho de parto e, assim que for possível, o anestesista aplica a anestesia que ele considerar melhor, que pode ser peridural ou raquidiana", explica.

A médica diz que é a favor de que todas as mulheres tenham o bebê de parto normal. A exceção fica a cargo do médico, quando há risco para a criança ou para a mãe. Para a Drª Heloísa, o parto normal é menos arriscado e mais saudável. "No parto normal, ela vai lidar melhor com o pós-parto, pois, depois que a criança nasce, acaba. Já a cesariana é uma cirurgia abdominal e, apesar de todas as técnicas de anestesia, será mais desconfortável no pós-operatório, além de todos os riscos que envolvem uma cirurgia", frisa.

Segundo a professora, há situações em que a paciente não está emocionalmente preparada para ter um filho de parto normal. "Mas optar por uma cesariana por causa de medo de sentir dor é uma situação cultural. Nos grandes centros do Brasil, acontece muito. Já no interior, há situações em que as pacientes nem gostam de falar de cesariana; elas até choram se o médico falar que ela terá que fazer", ressalta.

Postado por: Claudia Moraes

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