Previna-se dos bichos de praia neste verão

Previna-se dos bichos de praia neste verão

Atualizado: Quinta-feira, 21 Janeiro de 2010 as 12

No title Ouriços, águas-vivas e bichos-geográficos não são, nem de longe, companhia ideal para as férias de verão. E podem estragar a festa caso você caminhe desatento pelas areias das praias ou mesmo quando estiver no mar. Então, durante os dias de descanso no litoral, anote o conselho dos especialistas: é fundamental olhar onde se está pisando, literalmente, dentro e fora da água, e evitar andar descalço.

Não há nada mais incômodo do que ser "atacado" por alguns desses bichos. O ouriço e a água-viva não fazem vítimas a menos que esbarre neles, o que pode causar queimaduras ou infecções. Já o bicho-geográfico (larva migrans) é proveniente das fezes de cães e gatos e encontra, principalmente na areia, ambiente ideal para se proliferar. Se a pessoa pisar ou entrar em contato, a larva pode penetrar na pele e começar a caminhar pelo corpo, formando desenhos que lembram mapas, daí o nome popular.

"A larva que conhecemos popularmente como bicho-geográfico promove uma erupção na área acometida, acompanhada de muita coceira e dor. Já os ouriços desencadeiam reação inflamatória local. No caso da água-viva (em alguns lugares também chamada de medusa), logo após o contato, aparecem placas vermelhas que coçam, incham e provocam dores intensas, algumas vezes acompanhadas de sintomas como coriza e tosse", afirmou o dermatologista Adriano Almeida, do Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento e professor da Fundação Pele Saudável.

Em alguns países, é comercializado um repelente de água-viva chamado Meduzil, que também atua como protetor solar, Porém, segundo o especialista, a eficácia do produto não é de 100%. "O próprio fabricante não recomenda que as pessoas entrem em mares infestados por águas-vivas, pois, nesses casos, o risco persiste", afirmou.

Tratamento

Caso tenha sido vítima de um desses problemas, a recomendação é que, imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas, sejam tomadas as devidas providências, para evitar que os desconfortos se agravem. "Depois de um acidente com a água-viva, por exemplo, a solução é fazer compressas geladas de água do mar, para ajudar a aliviar a dor. Banhos de vinagre, que desnaturam o veneno, também estão indicados. A aplicação de água doce, por outro lado, só vai piorar o quadro", disse o dermatologista.

No caso do ouriço-do-mar, é fundamental procurar um hospital logo depois do acidente. Afinal, as espículas do animal precisarão ser retiradas da pele para evitar complicações como infecções, febre e formação de nódulos dolorosos. "No tratamento, fazemos uma imersão do local afetado em água quente (cerca de 45º C-50° C), por 30 minutos, com o objetivo de eliminar possíveis substâncias tóxicas. Depois, limpamos o local com água e sabão, retiramos as espículas usando uma agulha e, por fim, aplicamos a vacina antitetânica", disse.

Já para livrar-se do bicho-geográfico será necessário submeter-se a um tratamento que pode durar meses, com medicamentos tópicos - pomadas - e comprimidos. É importantíssimo procurar ajuda médica assim que detectar a larva.

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