Pro Teste pede mudança nas leis para filtros solares

Pro Teste pede mudança nas leis para filtros solares

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2009 as 12

Após o final da pesquisa sobre protetores solares - que apontou que apenas dois dos produtos mais vendidos no Brasil realmente fazem efeito -, a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) encaminhou os resultados e suas reivindicações à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pedindo mudanças na legislação.

A associação pede que o benzophenone-3, ingrediente potencialmente cancerígeno que é usado na maior parte dos protetores solares, seja proibido. Essa matéria-prima é uma espécie de conservante, que usada manter a cor e o cheiro dos produtos.

A Pro Teste também pede que seja obrigatório que o fator UVA (que protege contra raios ultravioleta A, que atingem as camadas mais profundas da pele) seja de no mínimo um terço do FPS do produto, como acontece na Europa. Por enquanto, não há no Brasil nenhum controle ou exigência sobre o fator de proteção UVA, que a Pro Teste pede ainda que seja indicado no rótulo.

Outra reivindicação é que testes que medem a estabilidade dos produtos sob o sol sejam obrigatórios. Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, diz que esse tipo de avaliação é necessária para saber se os produtos conseguem manter as suas características nas condições reais de uso (sob o sol, a água ou suor, por exemplo).

Além disso, a instituição pede que o prazo de validade dos protetores seja diminuído de dois anos para um ano. Maria Inês justifica que o produto acaba sempre estragando mais rápido que o determinado na embalagem pela exposição ao sol.

veja também