Processos inflamatórios na infância podem impactar a saúde na idade adulta

Processos inflamatórios na infância podem impactar a saúde na idade adulta

Atualizado: Sexta-feira, 22 Outubro de 2010 as 9:32

Processos inflamatórios podem estar associados à menor inteligência e morte prematura, diz um estudo feito pelo Instituto Karolinska, da Suécia, publicado no periódico Brain, Behavior and Immunity.

Processos inflamatórios na infância podem impactar a saúde na idade adulta"Mesmo pessoas com baixa incidência de inflamações demonstraram piores índices em testes de inteligência, mesmo após o controle da condição. As inflamações também indicaram aumento do risco de morte prematura", diz Hakan Karlsson, principal autor do estudo.

O estudo usou dados coletados por uma pesquisa ampla que acompanhou mais de 50 mil homens com idade média entre 18 e 20 anos e que foram acompanhados durante 35 anos.

"Mesmo sabendo que processos inflamatórios estão associados a infecções e risco de doenças cardiovasculares, afetando até mesmo o cérebro, essa foi a primeira vez que esses riscos foram observados em pessoas jovens e aparentemente saudáveis", diz Karlsson. "Esses resultados sugerem que inflamações podem ter consequências na saúde em longo prazo e no funcionamento cerebral", observa o pesquisador.

"E sabendo que inflamações leves podem ser perigosas para a saúde, então é importante determinarmos essas causas", aponta Karlsson. "Uma possibilidade a ser abordada é a questão de fatores ambientais durante a infância". De acordo com o pesquisador, estudos anteriores afirmaram que o status socioeconômico pode resultar no aumento do número de inflamações em uma pessoa durante a vida: quanto menor a renda e piores as condições de vida, mais episódios de inflamação são observados.

"É possível que meninos que foram expostos a mais toxinas, substâncias alergênicas e agentes infecciosos na infância e, portanto, tiveram mais inflamações, podem ter como refluxo esses efeitos negativos na saúde com o decorrer da idade", arrisca Karlsson.

"Nossa questão agora é saber se esses efeitos de uma provável infância menos saudável também impactam a saúde na meia-idade e nos idosos", diz Michelle Luciano, pesquisadora que também participou do estudo.

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