Psicólogos discutem regras para orientação pela internet

Psicólogos discutem regras para orientação pela internet

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 11:35

O CFP (Conselho Federal de Psicologia) está revendo as regras da orientação psicológica feita pela internet.

A entidade não tem dados sobre o número de usuários, mas diz que há uma demanda crescente por esse serviço, regulamentado desde 2005.

A orientação on-line é feita em poucas sessões, para ajudar a resolver uma queixa específica, como problemas escolares dos filhos ou uma separação.

Segundo Carla Biancha Angelucci, presidente do CRP-SP (Conselho Regional de Psicologia de São Paulo), nesse caso não há vínculo como na psicoterapia, esta sim proibida de ser feita pela internet, a não ser em pesquisas acadêmicas.

A psicóloga afirma que o conselho quer definir maneiras de garantir o sigilo do atendimento na internet e estabelecer as formas de atendimento (como e-mail, MSN, Skype e similares).

"Queremos atualizar o texto, que é genérico, porque alguns tipos de comunicação audiovisual não estavam consolidados na época", diz.

Também está na pauta do conselho paulista estabelecer o número máximo de troca de mensagens.

Hoje, psicólogos oferecem diferentes quantidades de sessões on-line ""em uma pesquisa em dez sites, foram encontrados limites que variam de quatro trocas de e-mails a 20 atendimentos de cerca de 50 minutos por MSN.

COMODIDADE

A falta de tempo é o principal motivo de quem busca a orientação on-line, segundo a psicóloga Daniela Julianetti, que oferece o serviço.

"Também ajuda quem é tímido, não quer se deslocar ou mora em outro país."

Para a psicóloga Milene Rosenthal, a orientação imediata é um ponto forte do serviço que oferece.

Foi isso que atraiu a engenheira de softwares Neli Duarte, 31, de São Paulo.

Ela usou o serviço para resolver dificuldades profissionais, mas diz que o atendimento na rede não substitui a psicoterapia presencial, que faz há um ano e meio.

"Lá, o psicólogo pode fazer uma avaliação melhor dos problemas."

Para Julianetti, a distância impede um contato profundo, mas o serviço na rede tem o mérito de aproximar o público da psicoterapia.    

veja também