Psiquiatra diz que novo corpo de Angel pode ser mau exemplo

Psiquiatra diz que novo corpo de Angel pode ser mau exemplo

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

Nesta semana, a top Alessandra Ambrósio, 29 anos, Angel da marca de lingerie Victoria's Secret e a 5ª modelo mais bem paga do mundo, de acordo com o siteModels.com, causou polêmica por exibir um corpo extremamente magro. As imagens, clicadas durante um ensaio no Caribe, repercutiu na imprensa mundial e, mais uma vez, levantou a discussão sobre a magreza das modelos.

Recentemente, a Elite, agência de Alessandra no exterior, decidiu trabalhar o lado fashion da top. Depois de oito anos trabalhando apenas para a Victoria´s Secret, é a primeira vez que vemos a top em desfiles de outras marcas e editorias de moda em revistas.

Para o psiquiatra Alexandre de Azevedo, do Ambulatório de Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas, pessoas que querem seguir determinadas carreiras devem se enquadrar em um perfil físico e emocional. Porém, o problema surge quando o nível de exigência é exagerado. Azevedo afirma que neste caso o mau exemplo não é da top, mas sim de quem pede para que ela tenha esse corpo. "O mau exemplo é de quem exige: agências, estilistas, bookers, veículos de divulgação e críticos de moda. Não há como eleger apenas um promotor de 'mau exemplo'. Trata-se de um conjunto de promotores", disse.

Casos como o de Alessandra podem influenciar diversos tipos de mulheres, que vão em busca de um corpo que muitas vezes não é condizente com os seus padrões. "De forma geral, mulheres não modelos sentem-se influenciadas por estes padrões na 'vida real', desejando estar magras", afirmou. Porém, para o psiquiatra isso não é suficiente para desencadear sintomas de transtornos alimentares, com a anorexia e a bulimia. Essas doenças, de acordo com o psiquiatra, estão ligadas a vários outros fatores, como o ambiente em que a pessoa vive e o fator genético.

Segundo Azevedo, ações como a da diretora da Vogue America, Anna Wintour, que marcou uma reunião com o organizador do São Paulo Fashion Week, Fashion Rio e Rio Summer, Paulo Borges, para discutir a magreza das modelos brasileiras, ajudam a reduzir o "grau de sofrimento e angústia que certamente há entre as modelos". "Atitudes como essa ajudam a melhorar a saúde mental das modelos de uma maneira geral. Sentir-se constantemente 'ameaçada' de ser descartada de um trabalho por não estar dentro de um padrão exagerado de medidas corporais gera sentimentos desconfortáveis", disse.

Postado por: Felipe Pinheiro

 

veja também