Pular corda: a brincadeira de criança que ajuda a emagrecer

Pular corda: a brincadeira de criança que ajuda a emagrecer

Atualizado: Quarta-feira, 7 Maio de 2008 as 12

A atividade que, na infância não passava de uma brincadeira, tornou-se aliada de muita gente grande. Pular corda está entre os mais completos exercícios aeróbicos. Ajuda a queimar gordura - afinando a silhueta e tonificando os músculos -, melhora o condicionamento cardiovascular e aumenta a flexibilidade do corpo. Também combate o estresse, aumenta o equilíbrio e a coordenação motora.

Mas alguns cuidados são necessários para que, em vez de vantagens, a atividade não traga prejuízos, como lesões nas articulações. A primeira regra é submeter-se a uma avaliação médica para verificar como anda a saúde e se ela permite ao paciente pular corda. Liberado pelo profissional de saúde, é a vez de procurar o professor de educação física, que dará as instruções corretas sobre como, quando e onde realizar o exercício.

Professor de educação física da Fórmula Academia, Cláudio Gonçalves Lucano Sanches diz que, por ser uma atividade de grande impacto, pular corda pode comprometer o mecanismo de joelhos e tornozelos de quem está com sobrepeso caso o exercício não for realizado corretamente. "O ideal seria que a pessoa emagrecesse um pouco, fazendo atividades de menor impacto, como andar de bicicleta, para só depois pular corda", afirma Sanches. O exercício, segundo ele, é mais recomendado para quem está no final do processo de emagrecimento e precisa perder apenas mais alguns quilos.

Mesmo assim, os cuidados persistem. Estar atento à postura é fundamental. Pular corda com a coluna curvada, olhando para baixo, só vai gerar dores lombares e, futuramente, problemas nas costas. "O correto é pular olhando para frente, com a coluna ereta e com o abdômen contraído", aconselha Sanches.  

Também não adianta pular durante meia hora logo no primeiro dia. "Quem nunca pulou corda e encontra-se sedentário há algum tempo vai ter dificuldade para pular mais que um minuto nos dias iniciais", revela o professor. "Na primeira semana, é indicado pular cinco minutos por dia, de forma lenta. Na segunda, passamos para dez minutos, com um pouco mais de intensidade, e assim por diante, sem forçar demais".

E nada de começar a atividade sem alongamento, que é super importante para evitar dores musculares no dia seguinte. "Devemos alongar coxas, panturrilhas, braços, ombros e peito antes e depois da atividade. São as principais partes do corpo utilizadas ao pular corda", enumera Sanches. Ambos os períodos podem variar de 5 a 10 minutos, com no mínimo dez segundos de alongamento para cada parte de corpo. O ideal é sentir que os músculos estão sendo bem esticados.

Quanto à forma de pular, a professora de educação física Alexandra Trentini, coordenadora de uma das unidades da Academia Reebok Sports Club, recomenda aos iniciantes pular sempre no mesmo lugar. Conforme o aluno vai ganhando condicionamento físico, novas técnicas podem ser inseridas, como a de girar a corda no ar e a de virar o corpo enquanto se eleva a corda. Ela também diz que se deve pular bem rente ao chão, para reduzir o impacto.

E, ao aterrissar, é preciso evitar o contato direto com o chão de toda a planta do pé. "Ao descer, devemos colocar o pé de maneira suave no solo. Apóia-se primeiro o calcanhar e só depois a ponta, num movimento de 'mata-borrão'", explica Alexandra.

O tempo de intervalo entre um pulo e outro vai depender do ritmo de cada pessoa, mas deve ser o mais curto possível. A quantidade de pulos, segundo Alexandra, também varia. Mas uma média para se obter resultados positivos é pular de 100 a 120 vezes por minuto.

Acessórios para pular direito

Primeiramente, deve-se dar atenção à corda. Para o professor Sanches, a melhor de todas é a que possui rolamentos junto às hastes que são seguradas pelo praticante. "Os rolamentos fazem com que somente a corda gire, deixando o punho parado e evitando lesões ou deformações", diz. Se não for com rolamentos, que seja flexível, resistente e não muito leve, para evitar enrosco com pés e pernas.

Atenção também deve ser dada ao tamanho da corda. De acordo com a recomendação de Alexandra, pise no centro dela com os dois pés. Com o cotovelo grudado na cintura, segure as hastes da corda e eleve o antebraço, formando um ângulo de 90 graus com o corpo (até o antebraço ficar na horizontal). Assim, tem-se a corda ideal para sua altura. Outro cuidado: a corda deve ser guardada esticada e pendurada, nunca enrolada ou embaralhada no chão.

Em segundo lugar, porém não menos importante, aparece o calçado. O praticante deve usar tênis confortável, de preferência com sistema de amortecimento de impacto. Existem vários tipos no mercado e, na hora de comprar, o atendente da loja pode informar o mais indicado para a atividade de pular corda. A roupa deve ser apropriada para ginástica, em material que não retenha o suor. "As mulheres devem usar um top reforçado, para evitar desconfortos com os seios", diz Alexandra.

O tipo de solo também deve ser bem escolhido. Não deve ser escorregadio, nem irregular. "O gramado pode ter buracos escondidos e propiciar a torção do pé", exemplifica Alexandra. Os pisos emborrachados são adequados e, por isso, estão nas academias onde pular corda faz parte da programação - geralmente, antes da ginástica e do boxe ou compondo os chamados 'circuitos', que incluem vários tipos de exercícios numa mesma aula. Os pisos de madeira também são bons, segundo a professora

Postado por: Claudia Moraes

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