Raios ultravioleta estão mais fortes e perigosos no Rio, diz Inpe

Raios ultravioleta estão mais fortes e perigosos no Rio, diz Inpe

Atualizado: Sexta-feira, 5 Fevereiro de 2010 as 12

No title No verão carioca de 40º, os raios ultravioleta sempre atingem a intensidade máxima. E dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fazem um alerta aos cariocas: os raios estão mais fortes e perigosos.

A intensidade, no entanto, depende do horário, do local e também da quantidade de nuvens no céu. A incidência é maior por volta do meio-dia e também em superfícies que refletem a luz, como a areia e a água.

A camada de ozônio funciona como um filtro desses raios, assim como as nuvens. Como no Rio o céu raramente está encoberto, o carioca fica mais exposto.

Posição geográfica do Rio prejudica

De acordo com Isimar dos Santos, do departamento de meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a localização geográfica do Rio é mais um fator prejudicial.

"Há um outro aspecto importante: no hemisfério sul o ultravioleta é mais intenso porque nós estamos mais próximos do buraco de ozônio, que é uma realidade dos últimos 20 ou 30 anos. Tem melhorado, mas ainda temos a dificuldade".

Em 2008, a orla do Rio de Janeiro ganhou o medidor de raios ultravioleta, que indica qual o fator de proteção solar (FPS) mais adequado para usar no momento da medição.

Barraca não protege

Segundo o médico Luís Fernando Correia, comentarista do RJTV, ficar embaixo da barraca não diminui o risco, já que a areia reflete até 60% dos raios.

Ele diz que o fator de proteção mínimo deve ser o de número 15 e o creme precisa ser aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol. Além disso, o protetor tem que ser reaplicado a cada duas horas ou após entrar na água.

"Ficar bronzeado é uma reação do corpo humano a uma queimadura causada pelo sol. Fica mais bonito, porém é uma reação orgânica a uma queimadura, porque já aconteceu a lesão na pele", afirmou.

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