Reação à vacina contra H1N1 é leve e afeta minoria, diz médico

Reação à vacina contra H1N1 é leve e afeta minoria, diz médico

Atualizado: Quarta-feira, 7 Abril de 2010 as 12

Em entrevista à TV UOL, o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Oswaldo Cruz (São Paulo), explica porque a população tende a resistir à nova vacina contra a gripe H1N1.

"Esse mito remonta a meados do século 20, quando as vacinas estavam sendo aprimoradas. Naquela época tinha muita reação adversa, muito efeito colateral --algumas até causaram a própria doença. E esse mito a gente ainda leva um pouquinho."

Embora admita que a vacina cause febre e mal estar, o infectologista diz se tratar de uma reação leve que pode dar em uma minoria.

A terceira etapa de vacinação contra a gripe suína --a gripe H1N1-- começou nesta semana e é destinada à população de 20 a 29 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, a segunda etapa da campanha, para imunizar grávidas, crianças de seis meses a dois anos e portadores de doenças crônicas, foi prorrogada e deve ocorrer até o dia 23 de abril.

A segunda etapa começou no dia 22 de março e deveria se estender até anteontem, mas, em decorrência do feriado prolongado de Páscoa, deverá seguir simultaneamente com a terceira etapa da campanha.

Após o encerramento dessas etapas, receberão a vacina idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas, entre 24 de abril a 7 de maio. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum. No período de 10 a 21 de maio, serão imunizados adultos de 30 a 39 anos.

A vacinação de grupos prioritários segue parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda a imunização de trabalhadores de serviços de saúde, indígenas, além de gestantes e pessoas com doenças crônicas.

O Ministério da Saúde ainda não informou quando a vacina estará disponível para o restante da população.

A vacinação ocorre antes do inverno, período em que as gripes aparecem de forma mais acentuada. A medida já ocorreu em boa parte dos países do hemisfério norte e agora começa no hemisfério sul. No mundo, ao menos 16 mil pessoas já morreram devido a doença. No Brasil foram cerca de 1.700.

Postado por: Felipe Pinheiro

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