Remédio pós-transplante em extinção

Remédio pós-transplante em extinção

Atualizado: Segunda-feira, 10 Outubro de 2011 as 9:32

As pessoas que recebem um transplante de rim geralmente enfrentam uma restrição durante toda a vida: têm de tomar remédios que impedem que seu corpo rejeitem o novo órgão. Mas, uma nova terapia celular desenvolvida na Universidade de Stanford pode mudar isso. 

O estudo, desenvolvido pelo pesquisador Samuel Strober, consiste em colocar glóbulos brancos do doador ao paciente que recebeu o rim para barrar a rejeição.

Cerca de 10 dias após o transplante, foram injetados nos pacientes glóbulos brancos extraídos do doador de rim, junto com células que podem se multiplicar e se tornar parte do próprio sistema imunológico do receptor. 

Uma vez que os glóbulos brancos do doador se misturam ao sistema imunológico da pessoas que recebeu o órgão, eles barram o ataque do sistema imunológico.

Liberdade

Depois de um mês, a primeira das duas drogas imunodepressivas foram retiradas dos pacientes. A segunda foi abandonada seis meses depois. 

Oito dos 12 pacientes analisados conseguiram ficar livres do tratamento contra a rejeição por até três anos. Os outros quatros ainda tomam os medicamentos, mas são monitorados para ver quando podem ficar livres.

Lista de espera

A terapia não pode ser usada para aqueles pacientes que receberam doação de um parente próximo. Mas, segundo Strobber, o regime funciona com as pessoas que receberam o rim de um desconhecido.

A expectativa é que o novo método possa contribuir para aumentar o número de órgãos disponíveis para transplante. Apesar de 17 mil pessoas receberem rins nos EUA, todos os anos, mais de 400 mil estão na lista de espera e dependem da máquina de diálise. Uma das dificuldades para os pacientes, é a falta de rins compatíveis para o transplante.

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