Remédio: preço tem variação de mais de 1.000%

Remédio: preço tem variação de mais de 1.000%

Atualizado: Sexta-feira, 10 Dezembro de 2010 as 12:18

A diferença de preços entre medicamentos pode chegar a até 1.181,52% de uma farmácia para outra na cidade de São Paulo, como é o caso do genérico diclofenaco sódico (Voltaren), que custa de R$ 0,92 a R$ 11,79. O levantamento de preços dos remédios feito pelo Procon-SP no início de novembro mostra que pesquisar em várias drogarias é a melhor forma para o consumidor economizar.

"Essa diferença de preços ocorre por causa da concorrência, que leva as farmácias a realizarem promoções. E isso mostra que até o preço máximo, que é tabelado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), poderia ser reduzido, já que algumas farmácias praticam preços bem mais baixos do que as outras", diz a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia.

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença foi da amoxicilina (Amoxil), que apresentou variação de 122,23%, de R$ 22,13 a R$ 49,18.

Ao todo foram analisados 52 medicamentos, que, de acordo com Valéria, estão entre os mais consumidos, seja de uso contínuo ou os que estão na farmácia básica da população, como os remédios para febre ou dor de cabeça. "É isso que nos chama atenção. A diferença é maior entre os mais comuns, os que todo mundo tem em casa", afirma a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP.

Na divisão por região, a sul foi a que registrou os preços mais em conta. Porém caso o consumidor não possa ou não queira se deslocar para outras regiões atrás de preços menores, uma pesquisa no seu bairro já pode ajudar.

"A cidade é muito grande e pode não valer a pena atravessá-la para isso. Como as farmácias estão hoje uma perto da outra, a pesquisa é mais fácil. Se for em três drogarias que estão próximas a sua casa ou trabalho já irá perceber a variação de preço", comenta Valéria.

A operadora de caixa Juliani Gomes Bezerra, 19 anos, é um desses consumidores que preferem comprar os medicamentos na farmácia perto de casa, mas não é adepta à pesquisa de preço. "Vou sempre na mesma que está mais perto de onde moro. Mas se percebo que o preço está mais alto, procuro outra. Porém só faço isso com remédios mais caros. Com os do dia a dia não tinha percebido essa diferença", explica a jovem.

Já a operadora de telemarketing Anne Jeniffer Alves da Costa, de 21 anos, prefere comprar nas farmácias em que a empresa em que trabalha tem convênio ou naquela em que tem cartão de desconto.

"Não pesquiso preço porque acabo tendo vantagens com esses cartões, pois compro sempre medicamentos mais caros para alergia porque minha filha tem bronquite. Porém, já percebi que a farmácia popular pode ser vantajosa para medicamentos básicos", comenta a consumidora.

veja também