Reposição hormonal de estrogênio pode aumentar risco de asma

Reposição hormonal de estrogênio pode aumentar risco de asma

Atualizado: Quinta-feira, 18 Fevereiro de 2010 as 12

No title A polêmica sobre reposição hormonal é antiga. Pesquisas já indicaram que poderia aumentar as chances de ter um acidente vascular cerebral (AVC) e câncer de mama, por exemplo. Ainda há controvérsias. E agora, um estudo divulgado na publicação Thorax coloca mais "lenha na fogueira". Relaciona o tratamento com o risco maior de desenvolver asma após a menopausa.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas se basearam no que 57.664 mulheres relataram a cada dois anos, de 1990 a 2002, sobre reposição hormonal e a presença da doença respiratória. Todas faziam parte do estudo francês E3N - que inclui quase 100 mil voluntárias nascidas entre 1925 e 1950 e é o componente da França na Investigação Perspectiva Europeia em Câncer e Nutrição - e não tinham asma quando começaram a sentir os sintomas da menopausa. Durante o período de recolhimento de dados, 569 participantes receberam o diagnóstico da patologia, segundo o site Science Daily. Em comparação com as que nunca haviam usado qualquer tipo de reposição de hormônios, a probabilidade entre as que apostaram na terapia foi 21% mais elevada de apresentar asma.

A pesquisa constatou que quase uma em cada dez voluntárias com menopausa natural (9,4%) e mais de uma em cada quatro (28%) das com uma menopausa induzida cirurgicamente usufruíam a reposição com apenas estrogênio. E a chance de ser asmática foi significativamente maior nesse grupo, 54%, quando equiparado com o sem uso de hormônio.

Usuárias de estrogênio que nunca fumaram ou que tiveram algum tipo de alergia antes do diagnóstico de asma mostraram mais chances de desenvolver a doença: 80% e 86% respectivamente. Uma pequena elevação de risco também foi observada em mulheres (não fumante ou que tiveram algum tipo de reação alérgica no passado) que apostaram em estrogênio combinado à progesterona.

Os pesquisadores finalizaram que a reposição hormonal não deve ser julgada apenas pela probabilidade maior de desenvolver a doença respiratória. Deve-se levar em consideração os benefícios que traz à qualidade de vida na menopausa.

Por Patricia Zwipp

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