RS ganha 16 Unidades de Pronto-Atendimento

RS ganha 16 Unidades de Pronto-Atendimento

Atualizado: Quarta-feira, 15 Julho de 2009 as 12

A população do Rio Grande do Sul contará com 16 novos serviços de atendimento às urgências e emergências ainda neste ano. Portaria publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 14 de julho, habilita 16 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) em 13 municípios do estado. O investimento para a construção das unidades será de R$ 34 milhões, além de R$ 37,2 milhões anuais para custeio.

Em visita ao Rio Grande do Sul na semana passada, o ministro José Gomes Temporão disse que a implantação das UPAs no estado será realizada por meio de uma tecnologia que possibilita o funcionamento das unidades em um curto espaço de tempo. “É uma tecnologia muito rápida que vai ajudar a desafogar os hospitais e solucionar os problemas de saúde”. O Ministério da Saúde está habilitando 250 UPAs em todo o Brasil, o que representa um investimento de R$ 420 milhões.

Das unidades habilitadas no RS, três são to tipo I, com até oito leitos e voltadas para atender de 50 a 150 pacientes por dia; seis do tipo II, com 12 leitos e capacidade de atender até 300 pessoas por dia; e sete do tipo III, que recebem até 450 pacientes por dia.

De acordo com o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Clesio Mello de Castro, as UPAs buscam reduzir as filas de espera e oferecer um atendimento de urgência altamente qualificado. Ele ressalta que a estratégia de atendimento das UPAs está diretamente relacionada ao trabalho das equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192). “O Samu é a porta de entrada para os serviços de saúde. Ele funciona por meio de centrais de regulação capazes de diagnosticar a gravidade do caso e decidir o encaminhamento dos pacientes para UPAs ou hospitais”, explica o coordenador.

COMPLEXIDADE - Criado em 2002, o projeto das UPAs 24hs integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e baseou-se em experiências bem-sucedidas em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). As UPAs prestam atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia aos portadores de quadro clínico agudo e atendem a diversas demandas da população, especialmente à noite e aos fins de semana, quando a rede básica e o Programa Saúde da Família não funcionam.

As unidades recebem a população e avaliam cada situação. Os pacientes podem ser tratados e liberados, permanecer em observação por até 48 horas ou ser removidos para um hospital, em casos de natureza cirúrgica ou trauma. Nestes casos, as UPAs fazem o primeiro atendimento, a estabilização e o diagnóstico que define a necessidade de encaminhar o paciente para uma unidade hospitalar.

Os municípios interessados em aderir às UPAs devem ter o serviço de SAMU habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura do Programa Saúde da Família na abrangência de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.

Classificação das UPAs

De acordo com a Portaria 2.922, publicada no dia 2 de dezembro de 2008 no Diário Oficial da União (DOU), as UPAs são classificadas em três diferentes portes, de acordo com o número de habitantes de cada região (veja quadro). Em regiões com menos de 50 mil habitantes, em vez da UPA, o governo oferece salas de estabilização com a presença de um médico para o atendimento das urgências mais observadas em cada localidade.

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