Saiba como previnir a perda auditiva

Saiba como previnir a perda auditiva

Atualizado: Quarta-feira, 16 Abril de 2008 as 12

Neste 28 de abril, Dia Internacional das Vítimas de Acidentes de Trabalho, vale a pena refletirmos sobre a perda auditiva de pessoas expostas ao ruído. O ruído é um som prejudicial à saúde humana, que causa sensação desagradável e irritante. O grau de risco também depende de outros fatores, como tempo de exposição, que acarreta efeitos adversos ao organismo, tanto auditivos quanto extra-auditivos.

Os efeitos auditivos são perda temporária ou permanente da audição, trauma acústico, zumbido, recrutamento, deterioração da discriminação da fala e otalgia (dor de ouvido). Os extras-auditivos são distúrbio de comunicação, do sono, vestibulares, comportamentais, digestivos, neurológicos, cardiovasculares, hormonais, circulatórios, alteração nos reflexos respiratórios, na concentração, na habilidade e no rendimento do trabalho.

O nível de ruído relacionado à máxima exposição diária permissível ao trabalhador varia de 85dB por 8 horas a 115dB por 7 minutos de trabalho, segundo a NR-15 (Norma Regulamentadora 15 vigente no Ministério do Trabalho). A PAIR é a perda auditiva induzida pelo ruído.

A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, protetores auditivos adequados ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Para um protetor auditivo ser eficiente, ele deve agir como uma barreira entre o ruído e a orelha interna, onde os danos ocorrem. Ou seja, ele deve construir uma barreira acústica que deve proteger a orelha interna dos níveis elevados de ruído.

Os principais cuidados com o protetor auditivo são: não manuseie o protetor com as mãos sujas; utilize-o durante todo o período de trabalho evitando retirá-lo o máximo possível; após o uso, guarde o protetor na embalagem para conservá-lo em bom estado de uso; não se recomenda a lavagem dos protetores de espuma moldável. Para os modelos de inserção reutilizáveis, recomenda-se a lavagem com água e sabão neutro; os protetores tipo concha ou abafadores devem ser limpos com pano úmido e sabão neutro freqüentemente; quando o protetor estiver sujo, troque-o por um novo (de espuma); evite puxar os protetores pelo cordão.

Na avaliação audiológica ocupacional, deve constar a Anamnese (entrevista), com informações sobre a história laborativa, existência de exposição ao ruído ou às substâncias ototóxicas (atual e pregressa), qual o ambiente de trabalho e a função (atual e pregressa); história familiar, uso prévio de ototóxicos (que têm efeito tóxico sobre o sistema auditivo), queixas de zumbidos, hipoacusia (diminuição da acuidade auditiva) e a avaliação auditiva propriamente dita, constatando exames como otoscopia e a audiometria. Para a realização da audiometria ocupacional o trabalhador deverá estar em repouso acústico maior ou igual a 14 horas.

As audiometrias devem ser realizadas, no mínimo, na admissão, no sexto mês de trabalho (exame periódico), anualmente a partir de então, e na demissão dos trabalhadores expostos a níveis elevados de pressão sonora acima de 80dB. É sempre importante lembrar que um programa de prevenção de perda auditiva pode e deve ser desenvolvido em sua empresa. Existem coisas que você não precisa perder. A audição é uma delas.

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