Saiba contornar a vontade de comer doces e alimentos calóricos

Saiba contornar a vontade de comer doces e alimentos calóricos

Atualizado: Sexta-feira, 9 Dezembro de 2011 as 1:42

O que é melhor para a sua saúde? Comer morangos ou um delicioso bolo de morango? Resposta difícil essa, não? Para algumas pessoas, até um pouco óbvia. Mas, segundo o Journal of Clinical Investigation, a resposta surpreende: depende da sua quantidade de glicose no momento.

Cientistas realizaram uma pesquisa onde manipularam as taxas de glicose do sangue dos participantes. Depois, mostraram a eles fotos de alimentos, alguns calóricos e outros não calóricos. Neste teste, as pessoas deveriam escolher o que mais os interessava seguindo uma escala de 1 a 9, do menor nível de interesse ao maior.

Os pesquisadores perceberam que quando o nível de glicose no sangue de algum dos analisados sofria uma queda, este dava preferência aos alimentos mais calóricos. Imagens do cérebro mostraram que a área ativada quando o nível de glicose é reduzido é a da recompensa. Simultaneamente, os estudiosos demostraram que a área cerebral responsável pelo controle da emoção e do desejo não é ativada.

De acordo com Rajita Sinha, autora do estudo, isso acontece porque o corpo precisa se alimentar. “Mas o córtex pré-frontal perde a capacidade de colocar freios nas escolhas”. Assim, mesmo que você saiba que deveria comer uma refeição completa e saudável para se sentir melhor, você acaba caindo em tentação e escolhe um alimento calórico.

Em pessoas obesas os resultados foram ainda mais reveladores. De acordo com a nutricionista carioca Débora Villar, a pesquisa mostra que o corpo tem uma predileção por alimentos calóricos na hora da fome. “É por isso que não podemos esquecer de que para funcionar bem, o organismo precisa de nutrientes”, afirma. “Não adianta apenas cedermos à vontade e como consequência, não cultivarmos a boa alimentação”. Então lembre-se de que aquela vontade irresistível de comer uma porção de batatas-fritas pode ser saciada com uma refeição saudável. “No final das contas, quem sai ganhando é você e sua saúde”, diz Débora.

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