Saiba mais sobre as cólicas durante a gravidez

As cólicas durante a gravidez

Atualizado: Segunda-feira, 9 Janeiro de 2012 as 10:59

As cólicas no início da gestação são muito comuns. Carregar um bebê na barriga pressiona a musculatura pélvica, os ligamentos, as veias e os outros tecidos internos do corpo, portanto não é de surpreender que haja uma sensação desconfortável tipo cólica. 
 
“Nessa fase, a gestante precisa estar atenta as possíveis patologias que possam surgir e que também são responsáveis por cólicas abdominais, e requerem tratamento para evitar repercussões negativas na gestação. Muitas vezes até problemas psicológicos como o de uma gravidez indesejada, pode gerar cólica e dor abdominal como resposta a essa rejeição fetal”, afirma o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho. 
 
A dor abdominal baixa no início da gestação pode ser decorrente da pressão que o útero em crescimento exerce nas estruturas pélvicas vizinhas. 
 
Porém, temos também as contrações uterinas que iniciam-se desde o primeiro trimestre da gestação, sendo, nesta fase, irregulares e indolores. A partir do segundo trimestre da gestação surgem as contrações chamadas de Braxton-Hicks, as quais são esporádicas, não têm ritmo, e podem ou não ser percebidas pela mãe. Essas contrações vão se intensificando até se coordenarem para dar início ao trabalho de parto no final da gestação. As contrações de Braxton-Hicks podem surgir espontaneamente ou serem causadas por movimento fetal, atividade sexual, atividade física e palpação abdominal pelo obstetra. 
 
Outra causa para o surgimento da cólica é o estiramento do ligamento redondo. Este ligamento é um dos responsáveis por manter o útero na sua posição dentro do abdômen. Na gestação adiantada, as posições e movimentos realizados pela gestante podem levar ao estiramento brusco desse ligamento causando cólica, localizada próxima a região inguinal, uni ou bilateral, normalmente de curta duração, que piora ao final do dia e após esforço físico, como caminhadas longas. 
 
O médico Dr. Domingos Mantelli Borges Filho indica as causas do surgimento das cólicas e dá dicas de como combatê-las. 
 
Causas da Cólica na Gestação:
 
-Alimentação inadequada pode favorecer o surgimento das cólicas abdominais. Gases e cólicas intestinais ocorrem, devido ao aumento do peristaltismo (movimento) intestinal que está aumentado nessa fase. 

-Infecção urinária e infecções vulvovaginais como: corrimentos dos mais diversos tipos (candidíase, tricomoníase, vaginose bacteriana, dentre outros) podem também serem responsáveis por cólicas no início da gestação. 

-A relação sexual e o orgasmo também podem gerar cólicas, já que estimulam a contração uterina. Se houver ejaculação dentro da vagina, as cólicas poderão ser um pouco mais intensas, pois o esperma é rico em uma substância chamada prostaglandina, que causa aumento da contratilidade uterina. 

-Se houver um quadro de ameaça de abortamento, as cólicas poderão ser mais intensas com pequenas contrações uterinas e acompanhadas de sangramento vaginal abundante ou não. Nesse caso, procure o obstetra imediatamente. 

- Muitas outras condições podem provocar cólicas, se você está grávida ou não. As causas para esse tipo de incômodo abdominal podem ser viroses, intoxicação alimentar, apendicite, pedras nos rins, infecções urinárias e cálculos biliares (mais comuns na gravidez). 

-Miomas também podem crescer durante a gestação e causar desconforto pela compressão dos órgãos pélvicos. 

Para evitar as cólicas: 

-A maior parte dessas dores melhora se você mudar de posição ou encontrar uma forma de relaxar. 

-Sessões de relaxamento, yoga e atividades físicas não impactantes podem também ajudar a aliviar esses sintomas. 

-Caso as dores comecem a atrapalhar as atividades do seu dia a dia, o seu médico poderá receitar um medicamento permitido durante a gestação para amenizar as cólicas. 

- Evite atividades cansativas e esforço físico demasiado. 

-Alimentação correta e ingestão adequada de água também auxiliam na melhora das dores abdominais de origem intestinal (decorrentes dos gases, distensão e cólicas intestinais). 

-Se houver outros sintomas, como febre, sangramentos, calafrios, vômitos e dor ao urinar, pode ser sinal de um problema mais sério e você deve procurar orientação médica imediatamente. 
 
A gestante deve sempre procurar observar o padrão da dor que sente e quais os fatores que a melhora ou piora.

Na presença de queixa de dor abdominal baixa, por exemplo, deve-se descartar a presença de outros sintomas que possam associar a dor à infecção urinária (uma das causas mais comum de dor abdominal baixa). Quanto mais informações claras, corretas e objetivas a gestante fornecer ao obstetra, mais fácil será chegar ao diagnóstico. 

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