Saiba mais sobre Dermatite de Contato

Saiba mais sobre Dermatite de Contato

Atualizado: Quinta-feira, 12 Junho de 2008 as 12

Dermatologista esclarece como evitar e cuidar da doença

 

É cada vez mais comum o paciente ouvir de seu médico que está com dermatite de contato. Mas apesar de muito usual, o que significa esse termo?

Muitos desconhecem, porém a dermatite de contato nada mais é que uma alergia - ou inflamação - desencadeada pelo contato com substâncias químicas que causem o problema, como produtos de limpeza, materiais alcalinos (sabonetes), ácidos e cosméticos. "Essa lesão aparece com mais freqüência nas mãos, braços e rosto", afirma o dermatologista Cesar Cuono.

Segundo ele, a maioria dos pacientes acha que a alergia só ocorre quando se manuseia novos produtos, mas também é possível desenvolver alergias a substâncias que já utilizamos milhares de vezes.

"Um determinado dia, o nosso organismo se sensibiliza a uma substância e pronto, a partir daí, não podemos mais utilizá-la. Infelizmente, um dos mais freqüentes causadores de alergia é o esmalte das unhas e, na maioria das vezes, acontece no rosto, mas só quando há uma lesão pré-existente que ao coçarmos ou manipularmos (pode ser apertando uma espinha) desencadeamos a sensibilização", ressalta o médico.

Tratar o cravo e a espinha é o mais correto para termos a pele saudável e bonita, além de evitarmos a alergia que leva mais tempo para ser eliminada.

Existem outros motivos que acarretam a dermatite de contato, como fragrâncias, adesivos, removedores de esmaltes, soluções para lentes de contato, metais dos pinos de brincos, pulseiras de relógio, além de produtos que em contato com a luz solar agridem a pele, como a loção para barbear, filtros solares, determinadas pomadas e óleos.

Os sintomas da dermatite de contato são coceira, bolhas, crostas e/ou descamações da derme que são diagnosticadas com uma boa avaliação médica, acompanhada de testes alérgicos. "Os incômodos devem ser logo tratados com remédios via oral associados ou não a pomadas, para que a pele não fique escura, grossa e rachada", alerta o dermatologista.

Geralmente, a doença desaparece depois de duas ou três semanas e a prevenção, basicamente, se resume a evitar o contato com os desencadeadores da alergia. "Caso não seja possível evitar, deve-se manuseá-los com luvas", conclui Cesar Cuono.

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