Saiba o que é verdade e o que é mito sobre o uso excessivo do celular.

Mitos e verdades sobre o uso do celular

Atualizado: Segunda-feira, 1 Abril de 2013 as 9:31

 

É impossível encontrar alguém que não tenha uma aparelho celular hoje em dia. Até as crianças já possuem. Estima-se que exstam sete bilhões de pessoas hoje em dia no planeta, e seis bilhões de celulares, incluindo Ipads, smartphone, laptops, entre outros. As redes sociais invadiram a vida das pessoas e facilitando o acesso para esse serviço, e tornando as pessoas mais dependentes e viciantes.
Em toda parte, é possível ver algumas pessoas conectadas. 
 
As preoculpações com a saúde aumentam, desde suspeitas de que usar celular demais dá câncer até a constatação de que existe uma geração de viciados em internet.
 
"Ao longo do tempo, o número de chamadas por dia e a duração de cada chamada também vem aumentando", salienta Maurício Mandel, neurocirurgião formado pela Universidade de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
 
Os celulares emitem energia de radiofrequência (ondas de rádio), uma forma de radiação eletromagnética. Tal radiação pode ser de dois tipos, ionizante (raios-X e raios cósmicos) e não ionizante (radiofrequência). "O celular emite este segundo tipo e, até agora, não há evidência de que a radiação não-ionizante leve à doença. O primeiro tipo, ao contrário, é conhecido como indutor do câncer. Tanto que pessoas que trabalham com raio-X – técnicos, médicos, enfermeiras – fazem testes regularmente para ver se a exposição provocou a formação de tumores", diz o especialista.
 
Mitos e verdades sobre o celularConheça alguns mitos e verdades sobre o celular:
 
Na relação entre celular e câncer, as crianças teriam mais chance de sofrer com a doença do que os adultos.
VERDADE: em teoria, elas têm mais potencial de risco porque seu sistema nervoso ainda está em desenvolvimento e, portanto, mais vulnerável a fatores que podem desencadear disfunções. "Além disso, suas cabeças são menores que a dos adultos, o que aumenta a exposição proporcionalmente ao campo de radiação emitida pelos aparelhos", diz o neurocirugião Maurício Mendel. Há que se considerar, ainda, que os pequenos têm mais anos pela frente para usar estes gadgets]
 
Mesmo sem estudos conclusivos sobre a relação entre celular e câncer, as pessoas deveriam usar menos o aparelho. 
VERDADE: até porque várias pesquisas ainda estão em andamento. "Exposição sem necessidade e excessivamente prolongada não é aconselhável. Medidas que afastem o celular do contato direto com a pele são aconselhados para quem o emprega muito. E, como é uma tecnologia relativamente nova, sugere-se que crianças não o usem à toa", adverte o neurocientista Antônio De Salles. O neurocirurgião Maurício Mendel recomenda reservar a utilização para conversas mais curtas ou momentos em que o telefone fixo não está disponível; e lançar mão de um dispositivo "mãos-livres" (hands-free), que distancia o aparelho da cabeça do usuário. 
 
O ideal é não dormir com o celular perto da cabeça.
PARCIALMENTE VERDADE: "Não existe comprovação real sobre a questão. Mas, atualmente, existe a recomendação, por algumas agências de saúde, para evitar o uso excessivo do celular", diz o neurocirurgião Maurício Mandel. "O ideal é impedir a emissão contínua de radiofrequência. Portanto, a exposição ao celular, quando este não está sendo usado, é desnecessária e não aconselhável", completa o neurocientista e neurocirurgião Antônio De Salles.
 
Usar o laptop no colo prejudica a fertilidade masculina. 
VERDADE: "Estudos sugerem que a energia WI-FI emitida pelo computador portátil é danosa à mobilidade e integridade dos espermatozoides. É sabido, também, que a temperatura escrotal elevada leva à queda da motilidade e longevidade dos mesmos, portanto diminui a fertilidade masculina. Longo período sentado com o computador produzindo calor, bem como emitindo energia eletromagnética, não é aconselhável ao homem", defende o neurocientista Antônio De Salles.
 
Ficar perto do micro-ondas, enquanto o mesmo está funcionando, faz mal à saúde. 
MITO: este eletrodoméstico emite radiação não-ionizante. "E, semelhante ao que acontece com o uso do telefone celular, não existe evidência segura de que sua utilização seja prejudicial à saúde", diz o neurocientista e neurocirurgião Antônio De Salles. Os fornos atuais têm seu interior revestido de metal, que reflete as micro-ondas, conservando-as em seu interior. Ao atingir os alimentos, elas se transformam em calor e praticamente deixam de existir. "A energia produzida, proveniente da radiofrequência, apenas gera calor, não promovendo alterações no corpo humano", completa o neurocirurgião Maurício Mandel.
 
A comida esquentada no micro-ondas traz substâncias que podem provocar tumores.
MITO: conforme explicam os neurocirurgiões Maurício Mandel e Antônio De Salles, não há fundamentos científicos para comprovar a afirmação. A agência federal de vigilância sanitária dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), sustenta que os fornos usados de acordo com as instruções dos fabricantes são seguros. De qualquer forma, há suspeita de que os nutrientes se perdem com este tipo de aquecimento: alguns alimentos apresentam menos vitaminas, por exemplo. O ideal, então, é não deixar os itens muito quentes, pelando. Outro problema atribuído ao equipamento diz respeito aos recipientes utilizados: alguns tipos de plástico liberariam substâncias carcinogênicas, como as dioxinas, quando submetidas ao aquecimento no aparelho. "Por isso, vale usar vasilhas de vidro, preferencialmente", diz Mandel.
 
A tela do computador prejudica a visão.
PARCIALMENTE VERDADE: como a maioria dos aparelhos elétricos, os computadores emitem radiação ionizante e não-ionizante. "Porém, a quantidade é tão baixa que não existe prova de que tenha efeito danoso sobre a visão", pondera o neurocirurgião Antônio De Salles. "Ficar horas em frente à tela apenas provocará o ressecamento dos olhos, já que a frequência de piscamento diminui", completa o neurocirurgião Maurício Mandel. O uso continuado da máquina, entretanto, embora não prejudique a visão, tem trazido preocupação em relação ao conforto visual dos trabalhadores. "O problema são as horas extensivas que a pessoa passa forçando a visão. É recomendável fazer intervalos de descanso", recomenda Leôncio Queiroz Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Isso se torna ainda mais necessário no caso das crianças: o uso exagerado do computador pode levá-las a desenvolver miopia.
 
Usar exageradamente o computador deixa os olhos cansados. 
VERDADE: o brasileiro está entre os povos que mais horas passam em frente à máquina no cotidiano. E a grande maioria faz mau uso da tecnologia. Prova disso é que, de um grupo de 1,2 mil pacientes nessas condições, 75%, ou três em cada quatro, apresentaram a "síndrome da visão no computador", quando o índice internacional é de 60%. Tal síndrome é causada pela má lubrificação dos olhos (porque as pessoas piscam menos) e pelo esforço de focalização. "Da mesma forma que ficamos com a musculatura do corpo dolorida por causa dos movimentos repetitivos, o uso prolongado do computador faz com que nossos olhos fiquem exaustos. Os sinais de que está na hora de dar uma pausa são: ardência, dor de cabeça, olho seco e visão embaçada", explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto. 
 
 
Com informações de: UOL

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