Saiba o que o check up pode e não pode fazer por você

Saiba o que o check up pode e não pode fazer por você

Atualizado: Segunda-feira, 4 Agosto de 2008 as 12

Foi-se o tempo em que fazer check up significava ser submetido a uma bateria infindável de exames. A moderna medicina reconhece que a checagem do estado geral da saúde de um indivíduo passa, em primeiro lugar, por avaliação clínica extremamente personalizada, considerando o sexo, a faixa etária, o histórico familiar, os hábitos e eventuais sintomas apresentados. "Da mesma forma, os exames complementares são customizados para a realidade de cada paciente", destaca o cardiologista Bruno Ganem, coordenador do Programa Gestão Saúde da Amil Brasília.

Com o aumento da expectativa de vida, a detecção precoce de doenças é tema constante. "Há uma notória mudança no comportamento das pessoas. Se antes a maioria buscava o médico apenas diante de sintomas impossíveis de serem administrados, cresce o número de pacientes que realizam visita periódica ao médico assistente com o objetivo de verificar se tudo realmente corre bem", comenta o especialista.

Vale a Pena - O rastreamento de alterações é de extrema valia, desde que siga protocolos validados internacionalmente. "Na prática isso quer dizer que a realização do exame tem que ter evidenciado benefícios quando feito em população que não apresentava sintomas", esclarece Ganem.

Um exemplo claro é o papanicolau, teste que deve ser feito anualmente em mulheres sexualmente ativas para detecção do câncer de colo de útero - que apresenta elevadas chances de cura desde que diagnosticado na fase inicial. "Outra ameaça detectada no mesmo teste é o HPV, cujos subtipos de alto risco estão diretamente ligados ao desenvolvimento do câncer", destaca Dr. João Nunes, do Centro de Câncer de Brasília.

Ainda sobre saúde da mulher, é destacável o benefício trazido pela avaliação clínica das mamas, realizada anualmente por profissional de saúde, a partir dos 40 anos. Já a mamografia tem importante função a partir dos 50, devendo ser repetida a cada dois anos. Para mulheres com casos da doença na família, a conduta é diferente, reforçando a necessidade de se adotar um olhar individualizado.

Para o homem, o exame de toque retal é um grande aliado, embora siga sendo um tabu. "A partir dos 45 anos, todo homem deve realizá-lo, complementando a investigação com o teste de sangue PSA", afirma Dr. Nunes. "Exames simples com aferição de pressão arterial e testes dos níveis de glicemia e colesterol já colaboraram para a detecção de doenças sistêmicas, como hipertensão e diabetes em homens e mulheres, possibilitando assim o manejo precoce e a preservação da qualidade de vida", reforça Ganem.

No comando - Dr. Ganem destaca que o bom check up é seguido de orientações também personalizadas. "O indivíduo deve estar aberto à mudança de hábitos, pois a vida que se leva no dia-a-dia é determinante para a longevidade. Como diz o ditado, um infarto não ocorre de repente - leva anos para ser formado", destaca.

De nada adianta ir ao médico regularmente sem combater os principais riscos à saúde: o sobrepeso e a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, entre outros. "É igualmente importante observar os sinais que o organismo emite e não se automedicar", complementa o cardiologista.

Postado por: Claudia Moraes

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