
Você tem o costume de esquecer, por exemplo, se trancou ou não a porta de casa? Uma pesquisa da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriu que há uma explicação científica para isso: uma pequena variação na estrutura de parte do cérebro. Ela determina se o indivíduo tem ou não mais facilidade em distinguir eventos reais de imaginários.
Esta variação está relacionada ao sulco paracingulado (ou PCS) uma dobra na parte frontal do cérebro. Esta prega é uma das últimas a se desenvolver antes do nascimento, por isso varia muito de tamanho entre indivíduos.
Para o estudo, os pesquisadores reuniram 53 pessoas saudáveis, cujas ressonâncias magnéticas mostravam claramente se havia presença ou ausência de PCS em seus cérebros. Assim, a mesma série de atividades de memória foi aplicada aos voluntários, a fim de estabelecer alguma relação entre a dobra cerebral e a facilidade em se lembrar de fatos.
Por fim, os adultos com PCS que quase não aparecia obtiveram resultados muito piores nas atividades de memória. Já os voluntários que apresentavam a dobra em pelo menos um dos lados do cérebro mostraram ser mais precisos ao tentar distinguir eventos reais de imaginários. Curiosamente, todos os participantes acreditavam possuir boa memória.
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