Saiba quando ajuda médica é necessária para recuperar a autoestima

Saiba quando ajuda médica é necessária para recuperar a autoestima

Atualizado: Segunda-feira, 21 Março de 2011 as 8:47

Há dias que você se olha no espelho e não se acha legal. Seja pelo peso, rugas, olheiras, cansaço ou mil outros fatores. Parece que está faltando algo. São em momentos assim que a autoestima costuma estar baixa ou mesmo ausente do seu cotidiano. Mas até que ponto isso é normal? Ter momentos de insegurança com o corpo ou com suas capacidades é normal, mas, se esses medos se tornarem frequentes, algo está errado. E é necessário descobrir o que é.

Identifique o mal

De acordo com o psiquiatra Maurício Lima, para saber se a autoestima anda em baixa ou ausente, é preciso analisar alguns pilares como: autoaceitação (ou seja, gostar de si), autoconfiança (ter tranquilidade sobre seu desempenho e capacidade), competência social (fazer contatos e ter jogo de cintura para conviver com outros) e rede social (na qual se incluem a família e os amigos).

De acordo com o especialista, os que não se sentem preparados para enfrentar os desafios da vida, não acreditam nos seus potenciais não estão com a autoestima que deveriam. A falta de confiança atinge também as crianças antes mesmo dos cinco anos. Nos casos infantis, diz Lima, a ausência de referências transmitidas pelos pais faz com que os menores passem a se nortear pelos outros.

Sintomas que servem de alerta

Não é difícil identificar alguém passando pelo problema de falta de autoestima. A pessoa se desvaloriza, seja em público ou não, não se sente merecedora de amor e respeito dos outros e não tem noção de si mesma. "Quem valoriza seus defeitos e desvaloriza suas qualidades, fazendo uma má propaganda de si, passa pelo problema. Outros fatores visíveis são não aceitar bem elogios, se fazer de vítima, tentar encontrar um culpado para tudo e um grande medo de expor ideias, com receio do ridículo e da desaprovação alheia", diz Lima.

Vire o jogo

Se as forças para praticar suas atividades vão embora e você se isola, acaba desistindo de seus compromissos por não se sentir disposto ou confiante para cumpri-los, pode ser o caso de depressão, ou mesmo de estresse. Só procurando um profissional para saber o que é.

De acordo com o psiquiatra, é necessário também uma autoavalição para pensar um pouquinho no tipo de vida que se está levando. "Caso a pessoa tenha chegado ao ponto de ficar dias com a mesma roupa, sem tomar banho, conversar com um profissional pode ajudar".

Segundo Lima, o recomendável é traçar objetivos que não deixem a peteca cair. Focar na carreira, em um projeto, na família, por exemplo, faz você ter metas a longo prazo que podem lhe dar forças para aqueles dias em que acordar "para baixo".

Mentalizar os pontos positivos de sua vida ajuda a caminhar na alegria e na dificuldade. Comece se conhecendo e respeitando, vendo quem você é de verdade.

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