Saiba quando os adolescentes podem fazer a bariátrica

Saiba quando os adolescentes podem fazer a bariátrica

Atualizado: Quinta-feira, 18 Fevereiro de 2010 as 12

No title A obesidade é a realidade de muitas crianças e adolescentes. E, apesar de a cirurgia bariátrica fazer parte do tratamento da doença, isso não significa que qualquer jovem acima do peso pode tê-la como aliada no processo de emagrecimento.

De acordo com Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), é indicada para pacientes a partir de 16 anos com índice de massa corporal acima de 40 ou de 35 com alguma patologia considerada associada.

O presidente da SBCBM faz questão de ressaltar que o procedimento não faz milagre. Isso porque a obesidade é uma doença sem cura. Se o adolescente não se esforçar para manter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas, volta a ganhar peso.

Sendo assim, é importante o acompanhamento de médicos, psicólogos e nutricionistas, tanto antes quanto depois da intervenção. Vale enfatizar a importância de seguir os cuidados pós-operatórios. A alimentação é basicamente líquida e sem excessos até que o médico libere gradativamente a volta ao normal.

"Não seguir essa recomendação pode romper as costuras, levando ao vazamento de sucos digestivos, o que causa a peritonite. Se não for tratada rapidamente, pode levar à morte."

Tipos de cirurgia

Não há um tipo de cirurgia ideal para essa faixa etária como para qualquer outra, depende do caso. Cada uma das quatro existentes tem seus prós e contras, que devem ser avaliados pelo médico. Confira detalhes listados por Szegö:

1) Banda gástrica ajustável: Consiste em colocar uma cinta no estômago.

Vantagem: Não corta o estômago e o intestino.

Desvantagem: A presença da prótese tende a trazer problemas a longo prazo.

2) Derivação gástrica: Grampeadores são utilizados para cortar e separar o estômago em dois, sendo que a maior parte do órgão fica fora do trânsito de alimentos.

Vantagem: É a cirurgia mais equilibrada de todas, com perda de peso consistente, chegando até a 40%.

Desvantagem: Desviando o tubo digestivo, o alimento não passa pelo duodeno, prejudicando um pouco a absorção de nutrientes.

3) Derivação Intestinal: Há redução do estômago, que é ligado ao intestino mais abaixo em comparação à derivação gástrica.

Vantagem: Menor restrição na hora de alimentar-se em relação à derivação gástrica.

Desvantagem: Baixa absorção de nutrientes.

4) Gastrectomia vertical: Retira um pedaço do estômago, transformando-o em um tubo.

Vantagem: Não muda o trânsito do alimento e nem leva a diminuição da absorção de nutrientes.

Desvantagem: Não há ainda acompanhamento de pacientes a longo prazo, porque foi aprovada há pouco tempo.

Por Patricia Zwipp

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