Salto alto modifica postura de crianças, diz especialista

Salto alto modifica postura de crianças, diz especialista

Atualizado: Sexta-feira, 4 Dezembro de 2009 as 12

Recentemente, a atitude fashion das crianças virou tema de discussão entre os médicos. E o ícone dessa vertente da moda é a pequena Suri, filha dos atores Tom Cruise e Katie Holmes.

Ela circula pelas ruas, acompanhada dos pais, no maior estilo: usando saias ou vestidinhos e saltos altos. Muitos adultos se baseiam na pequena estrela para vestirem seus filhos e, acredite se quiser, o valor do guarda-roupa de Suri foi estimado em R$ 5,5 milhões.

Mas a verdade é que essa moda pode ser muito perigosa para a saúde - e até para a beleza - das crianças. De acordo com o ortopedista Paulo Henrique de Araújo, até chegar perto dos seis anos de idade, a criança ainda está desenvolvendo a maneira como vai andar.

- Durante esse tempo, a criança está "estudando" o jeito com que vai dar as passadas e se portar com a coluna. Além disso, o corpo ainda está se formando e os ossos passam por um processo de muitas mudanças.

É por essas razões que o salto alto não é bem-vindo nessa fase da vida.

- Com tudo isso, se a criança começar a usar salto com certa frequência, ela certamente ficará com alguns vícios na postura de andar.

Nem mesmo os adultos escapam desses problemas. Tanto é que muitas mulheres mudam completamente a forma de andar quando estão de salto, acentuando a lordose (quando o bumbum fica mais empinado), por exemplo.

- Outra grande preocupação dos médicos é que o corpo da criança fique viciado em usar salto para poder andar. Como nessa fase os ossos crescem mais rápido do que a musculatura, com o uso do salto esse problema fica acentuado e, desta maneira, pode ocorrer da criança sentir dor se não usar o salto.

De acordo com Araújo, os casos de dor podem ocorrer até mesmo com adultos, pois muitas mulheres reclamam que sentem certo incômodo quando não usam salto e acham que, por isso, eles são benéficos.

- Isso é um sinal que o corpo está viciado.

Além desses problemas, pela própria fragilidade dos ossos das crianças, elas ficam mais suscetíveis a apresentar deformidades nos pés, como calos, joanetes, dedos tortos e outras. A coluna dos pequenos também pode sofrer com a lordose lombar e a cifose torácica (problemas decorrentes da curvatura anormal da coluna).

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