Saúde dobra número de ambulâncias e leva Samu para o interior

Saúde dobra número de ambulâncias e leva Samu para o interior

Atualizado: Quinta-feira, 12 Novembro de 2009 as 12

O Ministério da Saúde realizou a maior compra de ambulâncias já feita no país e mais que dobrará o número de veículos que atendem no SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no primeiro semestre de 2010. Ao todo, foram adquiridos 1.850 veículos, que serão utilizados para levar o programa ao interior dos estados. O objetivo é que haja uma expansão de, pelo menos, 40% na cobertura da população logo nos primeiros meses do próximo ano. Atualmente, o serviço está disponível para 105 milhões de brasileiro. O Ministério avaliará, juntamente com as Secretarias Estaduais de Saúde, a quantidade de ambulâncias necessária para cada unidade da federação.

Foram investidos R$ 203,4 milhões na compra dos veículos, uma redução de R$ 30 milhões em relação ao preço máximo estabelecido pelo edital. Em 2006, quando foi realizado o último pregão, o ministério investiu R$ 117 mil por unidade. A expectativa deste ano era de um aumento para R$ 130 mil por unidade, mas, na negociação com os fornecedores, houve uma redução para R$ 109,9 mil. Hoje, o SAMU conta com 1.513 ambulâncias em funcionamento.

"A aquisição é um passo para levar o Serviço a toda a população. Os resultados que o atendimento móvel tem apresentado são uma conquista para o Brasil", afirma o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Clésio Mello de Castro. A proposta do serviço é contribuir para a redução do número de óbitos, do tempo de internação em hospitais e das sequelas decorrentes da falta de socorro precoce.

O SAMU faz parte da Política Nacional de Urgências e Emergências, de 2003, e tem grande potencial como agente da articulação, pois trabalha com centrais reguladoras. Essas centrais recebem a ligação do paciente pelo número 192, enviam a ambulância e já rastreiam as vagas existentes nos hospitais. Assim, além de fazer o atendimento ao cidadão, organiza o sistema local, permitindo o cruzamento entre estrutura existente e as necessidades da população da região atendida.

Para reestruturar o pronto-atendimento no país e desafogar as emergências dos hospitais metropolitanos, o Ministério da Saúde também lançou em 2008 as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), outra parte integrante da política. Neste ano, 200 foram habilitadas e outras 56 serão incorporadas até o final do ano. Ou seja, os recursos estão disponíveis para os Estados implementarem as unidades, que trabalharão em conjunto com o SAMU.

Essas unidades prestarão pronto-atendimento 24 horas, em situações de baixa e média complexidade. O paciente será atendido em consultórios de pediatria, de clínica médica, de odontologia e de ortopedia. Cada UPA, contará com laboratório clínico e salas de raios-x, gesso, sutura, medicação e nebulização. Cada UPA, contará com estrutura suficiente para oferecer observação por até 48 aos pacientes e, se for necessário, os casos mais graves poderão ser removidos para um hospital.

ATENDIMENTO - O socorro do SAMU é realizado após chamada gratuita para o telefone 192. As ligações são atendidas por técnicos da Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente ou quem fez a chamada sobre as primeiras medidas a serem tomadas.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia o melhor procedimento a ser adotado: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde ou hospital; designa uma ambulância de suporte básico de vida (USB) ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma unidade de suporte avançado de vida (USA), conhecida como UTI Móvel. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e reserva leitos para que o atendimento tenha continuidade.

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