Segundo especialistas, incidência mundial de câncer de pulmão cresce a cada ano

Segundo especialistas, incidência mundial de câncer de pulmão cresce a cada ano

Atualizado: Quarta-feira, 21 Outubro de 2009 as 12

Um alerta divulgado recentemente pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) indica que, mesmo com campanhas antitabagismo, lei antifumo e outras ações de governos e entidades médicas, há um aumento anual de 2% na incidência mundial de câncer de pulmão. Mais de 85% dos casos da doença - o mais comum entre todos os tumores malignos e o que mais mata no Brasil - estão relacionados ao fumo e poderiam ser evitados com o abandono do tabagismo.

Se, no ano 2000, foram cerca de 15 mil mortes, o INCA já estimava, em 2008, um número superior a 27 mil, ou 19 casos novos a cada 100 mil homens e 10 para cada 100 mil mulheres. Estes números refletem os baixos índices de cura, e a dificuldade no diagnóstico precoce. "Muito se tem investido no aumento da sobrevida e na qualidade de vida destes pacientes. O tratamento paliativo e sua abordagem geral são itens importantes no manuseio das pessoas com câncer de pulmão", afirma o médico Marcos Paschoal, membro da Comissão de Câncer de Pulmão da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

O especialista destaca que a prevenção, incluindo a luta contra o tabagismo, ainda é a mais importante e eficaz arma no combate ao câncer de pulmão. "A quantidade de casos originados pelo tabaco é imensamente maior que outras causas isoladas, ou seja, sem história de tabagismo associado. Mas elas existem, tendo sua importância em contextos específicos, como a poluição ambiental, exposição ao asbesto ou radiação", explica.

Sintomas e tratamento

Tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor no peito são as principais queixas que levam os pacientes ao consultório. A suspeita do médico começa em uma anormalidade na radiografia do tórax. A partir daí, o especialista encaminhará o paciente para exames complementares e para as medidas necessárias para cada caso. Confirmado o diagnóstico, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Mas o especialista alerta que, embora tenham ocorrido avanços nessas terapias, o índice de cura pouco foi afetado. "Para ter uma ideia, há 40 anos era próximo de 10%. Hoje, está em torno de 15%".

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