Seis sinais que o corpo envia para cuidarmos da saúde

Seis sinais que o corpo envia para cuidarmos da saúde

Atualizado: Sexta-feira, 10 Junho de 2011 as 10:18

Na correria cotidiana nem sempre prestamos a devida atenção aos sinais que nosso corpo envia. É uma dor de cabeça aqui, uma dor nas costas ali, fatos corriqueiros que não damos o devido valor e que podem nos mostrar que algo não vai bem conosco. Vejamos á seguir seis sinais aos quais devemos estar atentos á fim de prevenir ou tratar alguma doença mais séria.

Barriguinha saliente

Nos últimos anos, aquela barriguinha sarada deu lugar a uma gordurinha localizada. Trate de ligar o alerta. Um estudo recente da Sociedade Americana de Câncer sugere que mulheres com mais de 110 centímetros de cintura correm o dobro de risco de vida do que as que não ultrapassam 75 centímetros.

E o mais surpreendente: o tamanho do cinto é mais preocupante naquelas que não apresentam sobrepeso. "Mesmo que o seu peso seja normal, a barriguinha excedente pode interferir no metabolismo da glicose, alterar o colesterol, favorecer quadros de hipertensão e diabetes, além de aumentar o risco de infarto em 20%", alerta a endocrinologista Thalita Bittar, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Exercícios aeróbicos aumentam a queima calórica. E uma dieta rica em fibras ajuda a reduzir a gordura abdominal.

Azia constante

Se o incômodo existe com frequência, há algo de errado. As causas são velhas conhecidas: manter jejum por muito tempo, não ter um horário fixo para as refeições e comer muitas frituras. Pode ser sinal de refluxo gastroesofágico - quando o suco gástrico (que ajuda na digestão de alimentos) sai do estômago, onde é produzido, e alcança o esôfago.

"Acordar à noite com o incômodo, ter sangramento nas fezes ou perceber que a dor ganhou intensidade são indícios de refluxo grave ou outras doenças do aparelho digestivo, como a gastrite crônica (inflamação da mucosa do estômago) e câncer", diz o clínico-geral Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, é sempre bom manter a linha com o garfo na mão: mastigar bastante os alimentos e evitar beber líquidos em excesso durante as refeições.

Cansaço interminável

Se o cansaço virou rotina, a primeira hipótese é você estar com algum distúrbio do sono, como a apneia, suspensão anormal de respiração durante a noite.Reduzir o peso corporal e o consumo de álcool, além do tratamento imediato de rinite e sinusite, costuma trazer alívio.

Segunda hipótese: hipotireoidismo (baixa produção de hormônios). "O distúrbio diminui o metabolismo do corpo", afirma Thalita. Pode resultar em cansaço, constipação, lentidão no raciocínio, alterações da menstruação. A saída está na reposição oral dos hormônios.

Cólicas menstruais intensas todos os meses

A cólica é mais comum na adolescência. "Geralmente depois dos 20 anos a dor some", explica a médica Mara Diegoli, coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com TPM, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Como a sensação varia de mulher para mulher, a iniciativa de achar que existe algo de errado é como convite de festa privê: pessoal e intransferível. Se a dor a deixa mal-humorada ou impede algumas atividades, vale a pena procurar tratamento. Já existem anticoncepcionais orais que aliviam a cólica. A prática regular de exercícios físicos também reduz a intensidade da dor, porque aumenta a sensação de bem-estar e relaxa a musculatura.

Durante os dias de menstruação, evite ainda o consumo de chocolate, chás, cafés e refrigerantes. Se mesmo assim a dor persistir, exige uma investigação mais profunda para descartar doenças como inflamação pélvica (de útero e ovários), tumores e endometriose, quando o tecido que reveste o útero se estende para fora da cavidade uterina, podendo levar à infertilidade se não tratada.

Dores frequentes nas costas

Tanto faz se são pontadas ou um pequeno incômodo que limita seus movimentos por alguns dias. Uma pesquisa do Ibope mostra que 64% dos brasileiros já sentiram dor nas costas pelo menos uma vez na vida. "A dor acomete principalmente as mulheres, já que elas têm dupla jornada: no escritório e em casa", afirma o ortopedista Fábio Ravaglia, presidente do Instituto Ortopedia & Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

"Repare se a sola de um sapato está mais gasta do que a do par. Se estiver, pode ser sinal de desnível da sua coluna", diz o médico Eduardo Barreto, da Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral.

Você deve buscar ajuda caso o incômodo seja forte a ponto de impedir alguns movimentos ou se persistir por mais de três meses, tornando-se uma dor crônica. Afinal, ela pode dar o alerta para uma série de doenças, de hérnia de disco a fibromialgia. Cerca de 90% dos casos apresentam melhora com medicação, fisioterapia e atividade física.

Dores de cabeça constantes

Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. E quase o mesmo número de justificativas: barulho, pressão no trabalho, mudanças hormonais, stress. Segundo o Ibope, 62% da população se queixa da dor. O principal alvo: mulheres em idade fértil. Ou seja, você é uma sofredora em potencial.

Mas, se é tão comum assim, precisa se preocupar com isso? Sim, sempre. Além da dor crônica, disparada por inúmeros gatilhos, existem tipos mais sérios. "Se ela mudar de característica, de intensidade e de localização (for em direção à nuca ou começar a latejar, por exemplo), procure ajuda médica prontamente", diz Lichtenstein. "Se vier acompanhada de febre ou vômito, pode indicar uma enxaqueca mais grave, meningite e até sangramento interno", afirma o médico.

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