Sem ronco e sem apnéia

Sem ronco e sem apnéia

Atualizado: Quarta-feira, 16 Julho de 2008 as 12

O ronco normalmente é resultado da vibração das estruturas nas vias aéreas e na faringe, causada pelo fluxo respiratório durante o sono. O incômodo causado pelo som desagradável e pela repetição dos episódios, acaba aborrecendo e bastante o parceiro ou parceira, chegando até ao extremo de terem de dormir em quartos separados.

Vários motivos podem estar ligados a este distúrbio noturno como, por exemplo, a obstrução das vias aéreas superiores devido à presença de adenóides hipertrofiadas, desvios acentuados dos septos nasais, rinite, sinusite e alterações do relacionamento da maxila e mandíbula.

Como pode a oclusão dental causar o ronco?

Quando temos uma desarmonia no relacionamento das bases ósseas (maxila e mandíbula) a mandíbula apresenta uma retroposição em relação à maxila, caracterizando o perfil dessas pessoas com a sensação de que lhes falta queixo e dificuldade no selamento labial. "Este relacionamento oclusal diminui o volume interno bucal e há um estreitamento do cavo respiratório, fazendo com que a pessoa tenha de abrir um pouco a boca para melhorar o fluxo, o que resulta no ronco", explica o Prof. Dr. Cícero Ermínio Lascala, de São Paulo, com doutorado pela USP em diagnóstico bucal e especialista em Ortodontia, Ortopedia Facial e Ortopedia Funcional dos Maxilares.

Apnéia pode levar à morte

Outro desconforto presente durante o sono é a Apnéia Obstrutiva, que é a interrupção completa ou parcial da passagem do ar e conseqüente diminuição da oxigenação pulmonar e sangüínea, a qual é percebida pelo sistema nervoso central, que desperta a pessoa antes que ocorra uma parada respiratória mais grave que pode levar até à morte.

Na verdade, algumas pessoas chegam a ter muitas apnéias durante o sono e acordam várias vezes durante a noite, o que provoca um sono conturbado. Essas pessoas normalmente apresentam sonolência diurna, irritabilidade, queda da performance geral, depressão e diminuição acentuada da libido.

Essa queda crônica da oxigenação gera também alterações cardiovasculares, hipertensão arterial e diminuição da saciedade alimentar, o que acaba favorecendo a obesidade, agravando ainda mais a situação.

A falta de exercícios físicos, a ingestão de álcool noturna, a alimentação noturna pesada e a letargia também colaboram para o ronco.

Existe solução?

"Sim", diz o Dr. Cícero Lascala: "Temos tido bons resultados com a mudança de hábitos dos pacientes e a utilização de alguns aparelhos ortopédicos faciais para este quadro clínico, pois os mesmos alteram a postura da mandíbula, favorecendo um aumento do calibre das vias aéreas e conseqüente aumento do volume bucal, diminuindo e até eliminando totalmente os indesejáveis ronco e apnéia", finaliza o Dr. Cícero.

Postado por: Claudia Moraes

veja também