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Serviço rastreia recém-nascidos com baixo peso e problemas na retina

Serviço rastreia recém-nascidos com baixo peso e problemas na retina

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:32

Em uma iniciativa inédita nos hospitais públicos, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo já contabilizou cinco cirurgias oftalmológicas a laser em bebês com retinopatia da prematuridade, uma doença que pode causar cegueira na criança. O Hospital Municipal do Jabaquara (zona Sul) realizou com sucesso a 5ª cirurgia desse gênero.

O paciente foi um bebê prematuro, de 2,2kg, que teve a retinopatia diagnosticada graças a uma triagem feita por médicos da rede pública municipal. A retinopatia ocorre em até 10% dos bebês nascidos com menos de 1,5kg. Destes, metade pode evoluir para a cegueira total.

A iniciativa da Secretaria de Saúde Municipal busca reverter esse quadro na cidade de São Paulo. Uma equipe com médicos oftalmologistas altamente qualificados percorre semanalmente o berçário das maternidades dos 17 hospitais municipais para avaliar a saúde ocular dos recém-nascidos. Eles examinam todos os bebês de baixo peso para detecção e tratamento do problema.

Na triagem constante, que conta com a colaboração de médicos neonatologistas e enfermeiros dos hospitais municipais, já foram identificados (e operados) quatro outros recém-nascidos, três na Maternidade Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte) e no Hospital José Storopolli, na Vila Maria (Zona Norte).

A cirurgia corretiva utiliza raio laser e é realizada em hospitais privados do porte do Albert Einstein e Santa Joana. Na rede pública, não há registro desse tipo de correção tão precoce, segundo a coordenadora da Área Técnica de Saúde Ocular, Ligia Santos Abreu Caligaris.

A retinopatia da prematuridade decorre do desenvolvimento inadequado da retina em bebês que nascem muito antes dos nove meses previstos. Se não for tratado, o problema pode levar à cegueira.

Preventivamente, todo bebê prematuro é examinado entre a 4ª e 6ª semana de vida. Quando há diagnóstico da retinopatia, ele é avaliado pelo oftalmologista a cada duas semanas. Se o problema continua a se desenvolver - o que não ocorre na maioria dos casos -, é programada a cirurgia com laser para que a retina não descole.

Durante a avaliação nas maternidades, foram diagnosticados também dois casos de catarata congênita bilateral que já foram encaminhados para cirurgia. A primeira será realizada no dia 15 de setembro no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo, onde há um serviço de referência neste tipo de atendimento. A catarata congênita bilateral, quando não operadas a tempo, compromete seriamente o desenvolvimento da visão.

Postado por: Claudia Moraes

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