Síndrome do Olho Seco cresce quando cai a umidade relativa do ar

Síndrome do Olho Seco cresce quando cai a umidade relativa do ar

Atualizado: Sexta-feira, 13 Junho de 2008 as 12

Uma das principais características do início do inverno na região central do País, a baixa umidade relativa do ar, é sentida por todo o organismo. Até mesmo a visão é afetada, com a chamada Síndrome do Olho Seco, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou pela piora da qualidade de lubrificação. "Os principais sintomas são: sensação de areia nos olhos, coceira e extrema sensibilidade à luz", alerta o oftalmologista José Geraldo Pereira, do Inob.

O especialista explica que as lágrimas fazem muita falta porque têm um papel fundamental no organismo. "Trata-se do mecanismo natural que protege os olhos de infecções e da sujeira que existe no ar". Além disso, elas trazem sensação de conforto - quem já sofreu com a ausência sabe bem disso.

Na maioria dos casos, a solução é simples. "Lançamos mão de lágrimas artificiais. Elas restabelecem a umidade perdida, reduzindo os sintomas do Olho Seco", orienta Dr. Geraldo. Outras medidas úteis são: ingerir água em abundância, utilizar umidificador de ar, evitar o uso de ar condicionado e proteger os olhos com óculos em dias quentes e com muito vento.

Grande parte dos casos está ligada à baixa umidade, mas o distúrbio pode ter outras causas. Doenças sistêmicas - em especial artrite, alergia e lupus - e medicações - como anti-histamínicos, anti-depressivos, anti-hipertensivos - podem estar por trás do problema. "Mais que desconfortável, a síndrome pode ocasionar lesões na córnea e, quando não diagnosticada e corretamente assistida, prejudicar a superfície ocular e, em alguns casos, conduzir à perda da visão", complementa o oftalmologista.

Postado por: Claudia Moraes

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