Síndrome do Pânico, a doença da vida moderna

Síndrome do Pânico, a doença da vida moderna

Atualizado: Quinta-feira, 10 Abril de 2008 as 12

A Síndrome do Pânico é uma doença que atinge pessoas do mundo inteiro. A informação é confirmada através de diversas pesquisas realizadas, cujos resultados apontaram que de 2% a 4% da população mundial sofre deste mal, considerado um sério problema de saúde. O pânico ou as diversas formas de fobia são certamente uma das causas mais freqüentes de procura a psiquiatras e ocupam o segundo lugar de todas as queixas emocionais, precedido apenas pela Depressão.

De acordo com a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, o motivo do aumento do número de casos da Síndrome do Pânico é a ocorrência, cada vez maior, da ansiedade da vida moderna, que provoca estados de estresse contínuo. Porém, vale salientar o fato de a doença ser associada biologicamente a uma disfunção dos neurotransmissores, que são os responsáveis pela comunicação entre as células do sistema nervoso, o que acaba criando um fator agravante na sensação de medo.

Sintomas

Segundo Soraya, as principais características das crises de pânico são ataques agudos de ansiedade intensa, acompanhados por sintomas como palpitações ou aceleração da freqüência cardíaca, suor excessivo e sensação de falta de ar (asfixia). "Esses pacientes atribuem seus sintomas a uma doença cardíaca e a maior parte se torna assíduo freqüentador de clínicas cardiológicas e pronto atendimento, o que retarda o controle da síndrome", explica ela.

A médica alerta ainda que os portadores de Pânico costumam ter tendência à preocupação excessiva com problemas do cotidiano, têm um bom nível de criatividade, grande necessidade de estar no controle da situação, expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis. Além disso, há participação importante de fatores hereditários na determinação de quem está sujeito ao distúrbio, apesar de muitas pessoas o desenvolver sem nenhum antecedente familiar.

A doença

O Distúrbio do Pânico habitualmente se inicia depois dos 20 anos e é igualmente prevalente entre homens e mulheres. A maioria dos casos acontece com jovens ou adultos jovens, na faixa etária dos 20 aos 40 anos, que se encontram na plenitude da vida profissional.

Para a médica, os sintomas físicos variados explicam a procura de outros especialistas em vez de um psiquiatra, que trata dos transtornos de comportamento. "Os pacientes com Síndrome do Pânico podem ser portadores de outros quadros emocionais associados a essa doença, principalmente de quadros ansiosos, somáticos e depressivos. O mais importante e mais difícil problema a ser resolvido em relação ao tratamento da Síndrome do Pânico é, exatamente, convencer o paciente de que seu problema é emocional e que tem tratamento", finaliza Soraya Hissa.

Postado por: Claudia Moraes

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