Síndrome pós-poliomelite é tema de simpósio em SP

Síndrome pós-poliomelite é tema de simpósio em SP

Atualizado: Sexta-feira, 18 Setembro de 2009 as 12

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite (Abraspp) realizam de 24 a 26 de setembro, o 5º Simpósio Brasileiro de Síndrome Pós-Poliomielite.

Com a participação de especialistas na área da saúde, pesquisadores norte-americanos especialmente convidados e autoridades, o evento tem como objetivo mobilizar a sociedade civil, científica e política para a discussão da síndrome no país, seus efeitos e possíveis tratamentos.

Pouco conhecida pela medicina e pelos próprios pacientes, a Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) representa um conjunto de sintomas que surgem entre 25 e 40 anos após o individuo ter contraído a doença e são resultantes dos efeitos tardios da Poliomielite.

Cerca de 70% das pessoas que ficaram com seqüelas da paralisia infantil apresentam sintomas como fraqueza muscular, tanto em músculos afetados previamente como em partes que não foram acometidas; dor nos músculos e articulações; fadiga; intolerância ao frio; dificuldades respiratórias e problemas para dormir. Por causa do desconhecimento da doença, muitos pacientes acabam, supostamente de forma inexplicável, tendo suas atividades extremamente limitadas, justamente em uma fase de plena maturidade e com grandes responsabilidades familiares e profissionais.

Segundo o neurologista da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, Dr. Acary Bulle de Oliveira, estima-se que cerca de 20 mil brasileiros com poliomielite estão hoje acometidos com a síndrome pós-poliomielite. Somente no estado de São Paulo, são, aproximadamente, 7.200 pacientes.

Em 2004, o Setor de Doenças Neuromusculares da EPM/UNIFESP, implantou um ambulatório específico para o atendimento e investigação da Síndrome Pós-Poliomielite. Nos últimos cinco anos, muitos avanços relativos à doença foram alcançados, entre eles:

Implantação de reuniões regulares com os pacientes. Destes fóruns de discussão, surgiu a necessidade da criação da Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite (ABRASPP). O Secretário Adjunto da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Luiz Baggio Neto, foi o principal articulador do projeto e ocupou o cargo de primeiro Diretor Presidente da Associação. Em parceria com o Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde e a Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite, foi elaborado o Documento Técnico de Síndrome Pós-Poliomielite em 2004. Elaboração do documento de fundamentação científica, apresentando a síndrome pós-poliomielite como entidade nosológica definida, para solicitação de inclusão na CID ao Centro Brasileiro de Classificação de Doenças em 2005. Após várias reuniões do Conselho Internacional de Classificação de Doenças da OMS, foi aprovado em outubro de 2008 a inclusão da SPP na 11ª revisão da CID. Lançamento do Manual "Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) - Orientações para os Profissionais de Saúde", em outubro de 2008, pela Secretaria de Estado da Saúde – Coordenadoria de Controle de Doenças – CVE - Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar. Confira a programação integral do 5º Simpósio Brasileiro de Síndrome Pós-Poliomelite pelo link http://www.abraspp.org.br/vsimposio .

Postado por: Felipe Pinheiro

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