SP abre o primeiro hospital público de transplantes

SP abre o primeiro hospital público de transplantes

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 7:34

A paritr desta terça-feira (15), o Hospital Brigadeiro, na região da Avenida Paulista, muda de nome e de perfil. Passa a se chamar Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini e, como o nome já diz, torna-se uma referência no estado como o primeiro hospital público especializado em transplantes de órgãos.

Com um investimento de R$ 37,3 milhões, a administração do agora antigo Hospital Brigadeiro também muda. Ele passa a ser gerido pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), uma organização social de saúde (OSS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O novo centro tem capacidade para a realização de 636 transplantes por ano: 240 de rim, 200 de córnea, 100 de fígado, 48 de pâncreas e 48 de medula óssea. Os procedimentos serão realizados em nove salas cirúrgicas, com a retaguarda de 153 leitos de internação, entre eles 21 reservados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Além de realizar esses procedimentos, o hospital servirá também como centro de análises patológicas para a realização de transplantes em outros hospitais do estado.

Uma central 24 horas funcionará no local, com capacidade para fazer os exames de anatomia patológica e emitir laudos à distância para outros hospitais. De acordo com o superintendente da SPDM, Nacime Salomão Mansur, o modelo escolhido facilitará a realização de mais transplantes e pode servir de modelo. "Estamos mantendo o que já existia aqui e expandindo com a realização de transplantes", diz Mansur, citando, por exemplo, os atendimentos de neurologia que continuarão a ser feitos no local.

"O Brigadeiro estava um pouco solto na rede, era um hospital sem manutenção, perdido num lugar central da cidade", diz Wladimir Taborda, assessor médico da Secretaria de Estado da Saúde." Segundo ele, a meta de 636 transplantes tende a aumentar. "É o padrão mínimo e pode aumentar, porque a captação de órgãos vem aumentando."

Por: Emilio Sant'Anna

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