SP cria serviço telefônico para monitorar gestantes de risco

SP cria serviço telefônico para monitorar gestantes de risco

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 8:47

A dona de casa Sandra Regina Lopes, de 30 anos, ganhou uma ajuda extra para não esquecer de tomar os remédios que mantêm sua hipertensão sob controle. São telefonemas de uma enfermeira do serviço de monitoramento de saúde de risco, um novo 'call center' criado pela Prefeitura de São Paulo para investigar a saúde de mães como ela, que levam uma gestação perigosa. Ter diabete, idade menor que 15 anos ou superior a 40 também são considerados fatores de risco.

Entre as 8.136 gestantes atendidas pela rede municipal de saúde, 1.198 (15%) estão no grupo de risco. Parte do Mãe Paulistana, programa da Prefeitura voltado às gestantes, o novo 'call center' lançará um braço de apoio na região sul, onde está concentrada a maior parte das grávidas com algum tipo de problema - 37% do total. Se a criança ou a mãe apresentar algum tipo de problema, o atendimento pode durar até o primeiro ano de vida da criança.

A gravidez de risco pode levar à morte da mãe ou do bebê se as alterações não forem tratadas. No caso da hipertensão, por exemplo, sem um controle rigoroso a gestante fica sujeita a duas complicações: a pré-eclâmpsia (aumento de pressão arterial típico da gravidez, com inchaços anormais) e a eclâmpsia, que é o agravamento do problema, com a ocorrência de convulsões.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, a hipertensão é a principal causa de morte materna na cidade, sendo responsável por 28,3% dos óbitos.

Segundo a coordenadora do programa e ex-secretária municipal de Saúde, Maria Aparecida Orsini, o objetivo é reduzir os índices de mortalidade materna e fetal - hoje em torno de 12,6 para cada 100 mil nascidos vivos. O monitoramento conta, até agora, com seis enfermeiras. Maria Aparecida lembra, contudo, que o monitoramento telefônico não substitui o comparecimento às consultas do pré-natal.

veja também