Surfista operou um ombro, voltou ao mar e machucou o outro

Surfista operou um ombro, voltou ao mar e machucou o outro

Atualizado: Sexta-feira, 9 Abril de 2010 as 12

Surfista amador desde que se conhece por gente, o gerente comercial Rodrigo Fernandes Barros, 32, contabiliza três lesões causadas pelo esporte, entre uma batida de ombro e inflamações por esforço repetitivo. Ele conta que aprendeu a técnica informalmente, com os irmãos mais velhos, a partir dos 4 anos. Surfa todos os fins de semana "que pode", no litoral norte de São Paulo.

O primeiro problema foi um trauma: bateu o ombro direito na areia e teve de operá-lo. Ao voltar para o mar, desenvolveu o processo inflamatório no ombro esquerdo. "Por causa da cirurgia, apoiava mais o ombro esquerdo para nadar, para dar impulso. O esporte já gera uma sobrecarga nessa parte do corpo e eu forcei demais", conta.

O último incômodo foi um estiramento na musculatura da região da lombar. Para prevenir novos machucados, há quatro anos ele realiza exercícios específicos para fortalecer a musculatura e aumentar o equilíbrio.

Rodrigo Barros, 32, faz exercícios para prevenir novas lesões geradas pelo surfe

"O trabalho de percepção corporal me ajuda muito no surfe. Não é dos esportes mais saudáveis para praticar, é importante fazer um treino paralelo. Meus amigos surfistas vivem com lordose, escoliose..."

Além do trabalho de resistência muscular, Rodrigo faz acupuntura contra as dores.

Desde que começou a sentir dores no quadril, há dois anos, o técnico judiciário Giancarlo Aver, 26, convive com a suspeita de que o surfe possa ter causado o problema. Que também acabou em cirurgia, por causa do desgaste nas articulações.

"Surfava duas vezes por semana, mas achava que o esporte não tinha nada a ver com a dor" diz ele, que também pratica capoeira e futebol. "Mas, coincidentemente, o desgaste [nas articulações] ocorreu do lado da minha perna de base na prancha", afirma.

Segundo Giancarlo, o médico que o operou acredita que o esporte tenha contribuído para o desgaste, ao lado de uma tendência genética.

"O surfe tem algumas posições que são incômodas. Quando tenho de ficar agachado, parece que forço a articulação. Hoje sei que preciso ter uma consciência corporal, procuro não flexionar muito o quadril."

Nas sessões de fisioterapia, foi orientado a fortalecer os músculos das pernas e da região do quadril.

Por enquanto, usa o bom-senso para evitar novos problemas. "Quando sinto uma dorzinha, pego mais leve. Na hora de rasgar a parede da onda, coloco mais força na outra perna. Tento fazer manobras mais leves, sem tanta força."

Postado por: Felipe Pinheiro

veja também