Tamanho da nuca indica risco cardiovascular

Tamanho da nuca indica risco cardiovascular

Atualizado: Segunda-feira, 31 Agosto de 2009 as 12

Além das medidas já conhecidas, como peso corporal, nível de colesterol, tamanho da cintura ou nível da pressão arterial, uma nova medida está sendo considerada como fator de risco para doenças cardiovasculares: o tamanho do pescoço.

Segundo pesquisadores do Instituo Nacional de Pulmão, Coração e Sangue dos EUA, a largura da nuca está associada ao aumento do risco de doenças do coração.

Os resultados do estudo, coordenado por Sarah Rosner Preis, ainda são preliminares, mas apontam que pessoas com maior circunferência da nuca têm pressão arterial mais alta e menores níveis de colesterol “bom” (HDL) no sangue.

Estudos anteriores já haviam demonstrado uma relação entre o tamanho da nuca e o diabetes e a resistência à insulina. O trabalho coordenado por Preis é o primeiro a mostrar a associação com doenças do coração.

Os pesquisadores avaliaram 3.320 homens e mulheres com idade média de 50 anos e descobriram que os depósitos de gordura na região do pescoço aumentavam o risco de problemas cardiovasculares mesmo nas pessoas que tinham a medida da cintura relativamente normal.

Os resultados mostraram que os riscos cresciam de acordo com o aumento da circunferência da nuca dos participantes da pesquisa.

Segundo o estudo, a medida da circunferência da nuca é, em média, 34,2 cm para mulheres e 40,5 cm para homens. A cada aumento de 3 cm nestas medidas, o nível de colesterol "bom" cai 2,2 mg/dL nos homens e 2,7 mg/dL nas mulheres, enquanto os níveis de glicose no sangue sobem 3,0 mg nos homens e 2,1 mg nas mulheres.

Usar a medida da nuca como indicador de risco cardíaco é mais fácil do que avaliar a gordura visceral, que se acumula sob os tecidos e, se confirmados os resultados preliminares do estudo, pode ser um bom aliado nos exames clínicos.

Porém, as principais medidas de avaliação continuam sendo o nível de colesterol e a pressão sanguínea, segundo o cardiologista Vijay Nambi, da Faculdade de Medicina Baylor, de Houston.

Postado por: Felipe Pinheiro

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