Tem início a temporada de imunização contra as doenças causadas pelo VSR em SP

Tem início a temporada de imunização contra as doenças causadas pelo VSR em SP

Atualizado: Terça-feira, 1 Abril de 2008 as 12

Começou em março o cadastramento de pacientes, indicados por seus médicos, para a imunização contra o VSR - Vírus Sincicial Respiratório, que no Brasil circula principalmente nos meses de março a setembro e que é a principal causa de internação de bebês nos primeiros anos de vida por doenças respiratórias. A imunização contra o VSR foi normatizada em São Paulo em julho de 2007, pela Coordenadoria de Controle de Doenças, da Secretaria de Saúde do Estado de S. Paulo, e é disponibilizada gratuitamente para crianças menores de um ano de idade, que nasceram prematuras (idade gestacional igual ou inferior a 28 semanas), após a alta hospitalar, ou crianças menores de dois anos de idade, portadores de patologia cardíaca congênita, ou com doença pulmonar crônica decorrente da prematuridade. Para mais informações e locais de cadastramento e imunização, os médicos e interessados podem consultar o website da Secretaria da Saúde, no link http://portal.saude.sp.gov.br/content/geral_acao_politica_estadual_medicamentos_vsr_prevencao.mmp .

"Para os bebês prematuros, cardiopatas e portadores de doença pulmonar crônica, a infecção por VSR pode ser grave, levando à internação muitas dessas crianças", afirma Dr. Renato Kfouri, pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM). "Do total dos bebês infectados pelo VSR, 30% terão seqüelas importantes por longo prazo, com chiados recorrentes. Outras doenças, como hepatite B, influenza, doenças pneumocócicas invasivas e coqueluche merecem especial prevenção em prematuros e cabe ao pediatra neonatologista orientar a família", adverte Kfouri.

VSR - O Vírus Sincicial Respiratório, apesar de não estar relacionado a baixas temperaturas, circula preferencialmente nos meses de março a setembro. Para crianças acima de dois anos de idade, ou adultos saudáveis, a infecção por VSR pode confundir-se com um simples resfriado. Mas em crianças prematuras, ou com patologias cardíacas congênitas, o vírus pode dobrar o tempo de necessidade de permanência da criança no hospital e em UTIs por problemas respiratórios, além de ser responsável por constantes re-internações (dez vezes mais do que em bebês nascidos a termo). É a principal causa de hospitalização de bebês abaixo de dois anos por doenças respiratórias de trato inferior - bronquiolite e pneumonia são as manifestações mais comuns. É também conhecido por deixar, como seqüela, um chiado recorrente, que pode acompanhar a criança até aproximadamente os dez anos de idade.

Para prevenir a infecção por VSR em prematuros e recém nascidos com displasia bronco pulmonar e cardiopatas, a SBIM e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam a administração de anticorpo monoclonal humanizado (palivizumabe), que atua diretamente na glicoproteína do vírus. É aplicado via intramuscular, mensalmente, por cinco meses consecutivos no período reconhecido como de alta circulação de VSR. Após a contaminação, não se recomenda o uso terapêutico de palivizumabe.

Outras medidas preventivas são: evitar aglomerações; cuidados ao manusear objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR sobrevive por mais de 24 horas; nas mãos, por mais de 1 hora), evitar contato de bebês com crianças mais velhas e adultos com sinais de resfriado ou gripe, evitar contato com fumantes e ambientes poluídos.

"As infecções por VSR não são de notificação obrigatória e seu diagnóstico pode ser feito por teste rápido de sangue, imunoflorescência ou ainda por PCR (reação de cadeia de polimerase), exames que, ainda, são pouco utilizados", afirma Kfouri.

Para informações sobre outras recomendações da SBIM para bebês prematuros e crianças, visite o website da entidade: www.sbim.org.br .

Postado por: Claudia Moraes

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