Todo o Nordeste corre grande risco de ter epidemia de dengue

Todo o Nordeste corre grande risco de ter epidemia de dengue

Atualizado: Quarta-feira, 12 Janeiro de 2011 as 8:15

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (11) os 16 Estados brasileiros nos quais o risco de dengue é considerado muito alto. O número já havia sido divulgado mais cedo, mas sem a especificação dos Estados. Em relação à última divulgação feita pelo ministério, em setembro, sete Estados entraram na lista, enquanto um saiu. O que entraram são: Acre, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Tocantins, Mato Grosso e Espírito Santo. Esses Estados receberão atenção especial do ministério.

Entre os Estados no qual o risco já era considerado muito alto estão Amazonas, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro.

O Nordeste é a região mais afetada do país, onde todos os nove Estados apresentam risco de surto da doença – em setembro eram sete. No Sudeste um Estado entrou na lista – Espírito Santo –, enquanto no Norte três entraram – Acre, Amazonas, e Tocantins e um saiu – Amapá.

Entre as capitais dos Estados, as duas com maior risco de surto estão no Norte: Rio Branco e Porto Velho. Outras 14 capitais estão em “situação de alerta”.

A medição é feita com base em dados como incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação, sorotipos em circulação, cobertura das redes de água e coleta de lixo e densidade populacional.

Além dos Estados com risco muito alto, de acordo com os critérios, há ainda os com risco considerado apenas alto. São eles Roraima, Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Nos demais Estados brasileiros, o risco é considerado moderado ou baixo.

Verba

O ministério divulgou também o valor total destinado ao combate à dengue: R$ 1,08 bilhão neste ano para ações de vigilância em Saúde de diversas doenças, incluíndo a dengue. Desses, R$ 40 milhões serão usados em campanhas de mídia, R$ 10,1 milhões para inseticidas e larvicidas, R$ 6,9 milhões em equipamentos e veículos e pouco mais de R$ 4,5 bilhões em medicamentos e kits diagnóstico. O restante do dinheiro será destinado aos municípios, de acordo com a necessidade de cada um em combater a doença.

Ações conjuntas

Mais cedo, o ministro já havia anunciado um plano conjunto entre 13 ministérios com diversas ações no combate à dengue. Segundo Padilha, o Ministério da Defesa, por exemplo, irá disponibilizar profissionais de saúde e recrutas para auxiliar no combate a focos do mosquito transmissor e vigilância das fronteiras.

A Educação irá fazer campanhas em escolas técnicas federais e universidades para orientar a comunidade de estudantes e famílias para ações de prevenção nas residências.

O Ministério do Turismo irá também promover orientações a visitantes dos 65 principais destinos brasileiros. Já o Meio Ambiente fará ações de orientação às empresas que depositam pneus para reciclagem, de forma a evitar que eles acumulem água parada.

O Ministério da Justiça irá apoiar municípios e Estados que não têm planos de vigilância sanitária, para que desenvolvam ações de prevenção. A Previdência irá mobilizar pensionistas para participar de campanhas. O Ministério do Trabalho também irá usar sua rede de delegacias do trabalho e espaços de qualificação para divulgar ações de prevenção.

O Ministério das Cidades irá usar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para as ações: em cada obra, uma parte da verba é destinada para equipes que visitam residências para orientações, que também farão ações de prevenção. Por fim, a Secretaria de Comunicação Social irá coordenar a divulgação do programa no governo federal e Estados.

De acordo com Padilha, o fato de Dilma ter reunido vários ministros logo na segunda semana de seu mandato para tratar do tema demonstra a importância do tema para o governo.

- Não será ação apenas de impacto imediato. Mas reforça planejamento de ações de impacto de médio e longo prazo no controle da epidemia.

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