Tontura: causas e tratamento

Tontura: causas e tratamento

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 8:38

Tontura é uma sensação de perturbação do equilíbrio ou uma sensação errônea de movimento. A vertigem é a forma mais comum de tontura e caracteriza-se pela sensação de rotação no meio ambiente ou de giro do ambiente. O tipo mais comum de vertigem é o que surge em certas posições ou à movimentação da cabeça. Outros tipos de tonturas também podem ser referidos pelos pacientes, como sensação de desequilíbrio corporal, flutuação, atordoamento, entre outras.

Ocorre por alterações labirínticas, na maioria dos casos, mas também pode ser devida a distúrbios visuais, neurológicos, psíquicos, vasculares ou metabólicos. A tontura pode acometer indivíduos de todas as idades, sendo mais frequente nos idosos.

Qual é a relação da labirintite com a tontura?

A labirintite é uma inflamação do ouvido interno e provoca tontura. Vale destacar que labirintite é um termo popular, designado para os vários tipos de doenças do labirinto. Portanto, várias doenças de ouvido, e não somente a inflamação, são capazes de comprometer a função do labirinto.

Tontura pode ser considerada uma doença?

A tontura é um sintoma que precisa ser investigado, pois pode ser um sintoma de uma doença do labirinto, como também de outras doenças, como doenças do cerebelo e do cérebro, doenças cardíacas e do metabolismo (glicose, colesterol, triglicerídeos). A identificação correta da causa propicia tratamento adequado. A tontura de origem labiríntica deve ser investigada pela duração, intensidade, constância ou intermitência, progressão, estabilização ou regressão, fatores de melhora ou piora da tontura e dos sintomas associados e concomitância com outras doenças. Os antecedentes pessoais e familiares também contribuem de modo valioso.

Quais são as causas?

Há numerosas afecções, com diferentes etiologias, que incluem vertigem e outros tipos de tontura em seus quadros clínicos. As vestibulopatias (distúrbios do equilíbrio corporal sediado no sistema vestibular periférico ou central) mais frequentes são a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), doença de Menière e vestibulopatias metabólicas, que podem, inclusive, ocorrer simultaneamente em um mesmo paciente. Migrânea associada à vertigem e neurite vestibular também configuram quadros clínicos comuns.

Como é feito o diagnóstico?

Nos casos de tonturas decorrentes de problemas no labirinto, inicialmente, o médico com especialidade em otoneurologia investiga a história clínica do paciente. Além da tontura, o paciente pode referir outros sintomas associados, como diminuição da audição, zumbido, sensação de pressão no ouvido, náuseas, vômitos, taquicardia, palidez, cefaleia, sensação de desmaio iminente, distúrbio do sono, entre outros.

Também são realizados procedimentos que possibilitam confirmar o comprometimento do sistema vestibular e auditivo, pelo médico e/ou fonoaudiólogo.

A fisioterapia avalia a postura, a habilidade do equilíbrio corporal e a capacidade funcional.

A avaliação minuciosa possibilita estabelecer o diagnóstico topográfico da lesão, identificar o labirinto acometido, avaliar a intensidade do quadro clínico, reconhecer os determinantes da limitação funcional, identificar risco de quedas, orientar sobre o tipo de tratamento a ser instituído e monitorar objetivamente a evolução do paciente.

A tontura evolui? Como?

A tontura pode interferir consideravelmente na qualidade de vida e levar à incapacitação parcial ou total no desempenho das atividades sociais, escolares e profissionais. Por isso, tão logo se inicie o sintoma, o paciente deve procurar orientação médica para não ter piora dos sintomas e também da condição clínica.

Há tratamento?

Para as tonturas de origem labiríntica, em muitos casos, a medicação antivertiginosa é fundamental para o alívio dos sintomas. Concomitantemente, são importantes as orientações dietéticas, se não houver contraindicações médicas ou impedimentos físicos, tais como: comer a cada três horas, evitar carboidratos de absorção rápida (por exemplo, açúcares refinados), evitar massas e comidas gordurosas, evitar bebidas alcoólicas e consumo superior a três xícaras de café por dia. Mudanças no estilo de vida devem ser enfatizadas, como evitar estresse emocional, ansiedade e fadiga excessiva; ter vida física ativa, evitando repouso excessivo; caminhar diariamente e/ou praticar exercícios físicos, sob orientação profissional.

Para indivíduos com comprometimento do equilíbrio corporal e da marcha, a Reabilitação Vestibular (RV) e do Equilíbrio se fazem necessárias na recuperação da perda funcional e na prevenção da piora. A RV representa valiosa opção terapêutica para os distúrbios do equilíbrio corporal de origem vestibular. A RV não é um tratamento etiológico, isto é, não atua na causa do distúrbio vestibular, mas por meio de mecanismos centrais de neuroplasticidade (adaptação, habituação e substituição) para obtenção da compensação vestibular. A RV também inclui as manobras físicas, exercícios que estimulam a interação vestíbulo-ocular, exercícios que visam à melhora do equilíbrio corporal, marcha e orientação postural.

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