Transplante de fígado cresce 150% em SP

Transplante de fígado cresce 150% em SP

Atualizado: Quarta-feira, 30 Janeiro de 2008 as 12

Os transplantes de fígado em crianças cresceram 150% no Estado de São Paulo de 2005 para cá. O principal responsável pelo crescimento foi a introdução de um novo critério para pacientes em lista de espera, que agora são encaminhados para cirurgia conforme a gravidade, não mais por ordem cronológica.

Desde que foram implantados, em 2006, os transplantes infantis de fígado atenderam 37,7% do total de crianças inscritas na lista de espera da Central de Transplantes, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O índice é superior ao de cirurgias em adultos, que foi de 30,4%.

Para calcular a gravidade do problema, utiliza-se o cálculo Meld (Model for End-Stage Liver Disease), obtido a partir de exames laboratoriais. O valor do Meld,

que varia de 6 a 40, aponta o risco de óbito do paciente caso ele não seja transplantado.

No caso das crianças, utilizase o Peld (Pediatric End-Stage Liver Disease), cujo resultado é multiplicado por três para efeito de compatibilização com os valores do Meld. Assim, se um garoto de 12 anos tiver, por exemplo, Peld 13, o valor do Meld será, na realidade, de 39 – índice considerado grave.

Outro fator que contribui para um maior número de atendimentos foram os transplantes "duplos", que beneficiam duas pessoas com um só órgão. Como a

maioria dos doadores é adulta, o órgão pode ser dividido para também ser transplantado em uma criança.

Em 2007, houve 367 doadores de órgãos vindos do Estado de São Paulo, 6% a mais do que em 2006, que teve 347 doações. O maior crescimento ocorreu na capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, com 247 doadores, contra 228 em 2006.

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