Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Atualizado: Domingo, 3 Fevereiro de 2008 as 12

Todo mundo tem suas manias: verificar se o gás está mesmo desligado, somar os números da placa do carro da frente, organizar certos objetos com simetria e por aí vai... Já as compulsivas, como lavar as mãos a toda hora, apagar e acender luzes, trancar portas várias vezes ou manter objetos sempre alinhados, indicam a existência do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). "O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é um distúrbio de origem genética que não afeta o raciocínio ou as habilidades físicas do paciente, mas compromete a auto-estima destas pessoas", afirma a psicóloga Adriana de Araújo, especializada no tratamento de fobias.

O TOC é uma doença crônica, mas que pode ser controlada. A obsessão pode se manifestar de várias formas, por exemplo, a idéia de que uma prateleira precisa estar com os objetos alinhados para estar arrumada e a compulsão, que é a iniciativa de ajustar a posição dos enfeites toda vez que um deles sai do lugar. "Motivado por uma sensação de alívio imediato, o indivíduo fica refém do pensamento e não consegue conter o impulso de agir de forma repetitiva", diz Adriana de Araújo,

A origem pode ser fator genético ou externo, como o estresse, a morte de alguém ou eventos marcantes. Embora usualmente apresente seus primeiros sintomas por volta dos 14 ou 15 anos no sexo masculino e na faixa dos 25 aos 35 anos no feminino, pode também ter início na infância. E costuma apresentar características semelhantes nas diferentes faixas etárias.

Em relação às crianças, pais e professores devem prestar atenção a sinais específicos, como medo persistente de doenças; demora na realização das tarefas escolares por causa da necessidade de apagar constantemente os exercícios já feitos; inflexibilidade e rigidez nas brincadeiras; e ritual diário de higiene repetitivo e exagerado. A identificação é de suma importância, já que os crianças e adolescentes nem sempre conseguem verbalizar seus sentimentos. Entre 30% e 50% dos adultos com o distúrbio iniciaram o quadro na infância. Em média, o tempo entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a procura de tratamento é de 10 anos.

Para as pessoas com diagnóstico de TOC, o tratamento é combinado (medicamento e psicoterapia). Durante um a dois anos ininterruptos, o portador da doença tem mais chances de não apresentar recaídas.

Postado por: Claudia Moraes

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