Um pouco de estresse não faz mal

Um pouco de estresse não faz mal

Atualizado: Sexta-feira, 19 Fevereiro de 2010 as 12

No title O estresse virou o grande vilão da atualidade, mas um pouco não faz mal a ninguém. "O estresse é uma reação positiva, pois prepara o organismo para uma resposta de luta ou fuga frente a situações de forte emoção", diz Isolina Maria Proença, psicóloga clínica do Centro Psicológico do Controle de Estresse, de Campinas (SP). Por isso várias pesquisas estão sendo desenvolvidas para analisar seus efeitos positivos.

Por enquanto, a conclusão é de que, em pequenas doses, um estado de tensão traz benefícios ao sistema imunológico e pode diminuir riscos de doenças como Alzheimer, artrite e alguns tipos de câncer. "O organismo tem boa intenção ao produzir adrenalina, substância que dá motivação para ir ao encontro das necessidades. O que deve ser levado em consideração, no entanto, é o nível de estresse", diz.

Ficar de olho de nos sintomas para distinguir o bom e o mal estresse é o melhor caminho. Na fase inicial, Isolina explica que há aumento de sudorese, taquicardia, tremedeira, tensão muscular e entusiasmo súbito. "São reações positivas da produção de adrenalina", diz. Mas elas não devem durar mais de 24 horas, o tempo necessário para que o corpo volte ao equilíbrio e se beneficie da situação.

Se os sintomas descritos acima desaparecerem e, em seu lugar, surgirem outros, como perda de memória, sentir-se cansado ao levantar e tonturas, é sinal de um nível de estresse mais alto, a segunda fase. O que geralmente acontece é que o ritmo continua até chegar à fase de exaustão, em que se instalam as patologias. Sem resistência física e imunidade baixa, o indivíduo pode desenvolver síndrome do pânico, diabetes, alteração da pressão arterial, gastrite, queda de cabelo, problemas de pele, gripe, infecções, dentre outras.

Por Rosana Ferreira

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