Uso da chupeta é benéfico ou maléfico?

Uso da chupeta é benéfico ou maléfico?

Atualizado: Segunda-feira, 5 Abril de 2010 as 12

A chupeta é um objeto para crianças entre aproximadamente duas semanas de idade até aos três a cinco anos de idade. Sua função é substituir o mamilo do seio da mãe. Sua utilização é altamente questionável.

Uma revisão teve como objetivo resgatar a história da chupeta e fazer um levantamento da literatura médica, buscando prós e contras, com o propósito de oferecer aos profissionais da saúde subsídios para orientarem os pais. Os autores do estudo observaram que o uso da chupeta parace ser mais maléfico do que benéfico.

O levantamento histórico foi realizado em livros de história, arte, literatura, museus, e a busca de dados, em livros e nas bases de arquivos médicos (MEDLINE, LILACS, SciELO e Biblioteca Cochrane).

Existem evidências de que os precursores da chupeta foram empregados desde o período neolítico para acalmar as crianças. Bolinhas de pano que continham alimentos ficaram imortalizadas em telas. Outras, feitas de materiais não perecíveis, resistiram ao tempo, sendo encontradas vários séculos após a sua confecção. A chupeta tem sido utilizada para estimular a sucção ou para coordenar esse reflexo, antecipando o início da alimentação oral de recém-nascidos.

Alguns sugerem que o uso da chupeta diminui a incidência de morte súbita, mas o assunto é controverso. Ela impede o estabelecimento da mamada e induz ao desmame. Pode provocar asfixia, intoxicações ou alergias e aumenta o risco de cáries, infecções e parasitoses intestinais. Efeitos maléficos se associam à frequência, duração e intensidade do hábito, que deve ser descontinuado entre os 3 e 4 anos para não repercutir sobre a fala e a dentição.

Os autores da revisão concluem que, o uso da chupeta, associa-se mais a efeitos adversos do que benéficas. Recomenda-se que os profissionais da saúde ofereçam aos pais dados sobre os prós e contras do uso da chupeta para que eles tomem uma decisão informada sobre seu uso.

Postado por: Felipe Pinheiro

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