Verão sem Conjuntivite

Verão sem Conjuntivite

Atualizado: Quarta-feira, 5 Março de 2008 as 12

Embora comum durante o calor, essa doença pode levar a quadros mais graves. Higiene e proteção são as palavras de ordem.

Quando as temperaturas começam a subir, a grande preocupação das pessoas passa a ser com a proteção solar para não expor a pele aos efeitos nocivos dos raios ultravioleta e UVB. Além do filtro solar, muitos, motivados pela preocupação com a saúde ou simplesmente por questões estéticas, também adotam o uso de óculos de sol. Porém, o que a maioria das pessoas desconhece é que, assim como a pele, os olhos merecem atenção redobrada durante o verão, já que o calor favorece o desenvolvimento de doenças como a conjuntivite e o olho seco. Além dos óculos escuros, lavar bem as mãos e evitar aglomerações são medidas importantes para a saúde dos olhos. A elevação da temperatura ambiente facilita a proliferação de vírus e bactérias na conjuntiva. A poluição irrita as mucosas em geral, como a conjuntiva, as narinas e a garganta.

Fatores externos como a poluição do ar, típica das grandes cidades, são facilitadores da proliferação de vírus e bactérias, porém, durante as temporadas de férias nas regiões praianas, onde o ar é mais quente, os riscos de se contrair conjuntivite se tornam ainda maiores. Isto porque o sol, a areia do mar e o cloro da piscina também são agentes irritantes da conjuntiva. É preciso ter muito cuidado com a higiene durante o relax na praia, já que a contaminação também pode se dar pelo contato das mãos mal lavadas com o olho.

A fumaça de cigarro ? mesmo para os não-fumantes - e as poucas horas de sono também colaboram para a proliferação da conjuntivite, que é a inflamação da conjuntiva (tecido que reveste e parte anterior do olho entre as pálpebras) e a esclera (tecido branco do olho).

Sintomas

Os primeiros sinais da conjuntivite são incômodos: sensação de cisco (corpo estranho) no olho, lacrimejamento e surgimento de uma secreção aquosa ou purulenta (vírus ou bactéria). Para tratar os sintomas, é recomendável aplicar compressas frias e o usar colírios lubrificantes. Para eliminar a causa é indispensável um tratamento à base de colírios de antibióticos ou de corticosteróides, sempre com prescrição de um oftalmologista. O uso indiscriminado de colírios pode trazer graves conseqüências. Colírios à base de corticóides, quando usado por longos períodos, podem levar a glaucoma e catarata. Já os colírios com vasoconstritores, muito usados em olhos vermelhos, podem produzir o efeito rebote, ou seja, depois de algumas horas, o olho fica mais vermelho que antes da aplicação. Como a conjuntivite é contagiosa, a pessoa infectada deve evitar freqüentar aglomerações.

Embora seja uma doença muito comum no verão, a conjuntivite não deve ser encarada como um problema sem maiores conseqüências. Se não tratada, ela pode levar a outras doenças como ceratite (inflamação da córnea) e até úlceras de córnea, que podem levar a opacidades desta perfuração do olho. Por isso, deve-se ter muito rigor e urgência no tratamento para que o quadro não se complique.

De olho nas lentes

Outra medida benéfica para a saúde dos olhos no verão é o uso de óculos escuros. Mas é preciso ser bastante criterioso na hora de comprá-los. Com a multiplicação da pirataria, é possível encontrar modelos idênticos aos de grife com preços infinitamente inferiores, no comércio popular. Porém, essa ?economia? na hora de comprar pode gerar sérios problemas no futuro.  

Na hora da comprar, vale lembrar que os óculos e as lentes vendidas em boas óticas são fiscalizados pelo IMETRO e pela ANVISA. Já os óculos piratas não possuem proteção contra raios ultravioleta e as armações podem machucar quando quebram, pois não são confeccionados com materiais adequados. . Para garantir a capacidade de proteção das lentes, algumas lojas contam com um aparelho específico, que acusa quando as lentes não são eficientes.

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