Volta às aulas: Boa oportunidade para colocar as vacinas da garotada em dia

Volta às aulas: Boa oportunidade para colocar as vacinas da garotada em dia

Atualizado: Sexta-feira, 14 Agosto de 2009 as 12

Depois dessas férias, nada como tirar a mochila do armário e fazer a criançada voltar às atividades da escola ou da pré-escola. Ao retomar a rotina, os pais devem ficar atentos ao calendário de vacinação de seus filhos porque, em ambientes escolares, a garotada fica aglomerada em salas fechadas, o que facilita a transmissão de doenças infecto-contagiosas. O final do inverno se transforma, portanto, numa ótima ocasião para as crianças, entre 4 e 6 anos, receberem o reforço das vacinas contra coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, difteria e tétano, conforme recomenda a Sociedade Brasileira de Pediatria.  

Na opinião da hepatologista Edna Strauss, professora da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Associação Paulista para o Estudo do Fígado, é preciso também proteger as crianças contra a hepatite A, porque a aglomeração pode favorecer a disseminação da doença em creches, pré-escolas e escolas. De transmissão fecal-oral, esta infecção no fígado é causada por um vírus muito resistente, capaz de sobreviver 30 dias em alimentos secos (pães, bolachas, etc), 10 meses em frutas congeladas a 30° C negativos e 89 dias em água mineral conservada a 20° C. "Quando reunidas, as crianças tocam no próprio corpo e também nos de amigos e colegas, facilitando a disseminação", explica a médica.

Coqueluche e Sarampo

O médico Aroldo Prohmann de Carvalho, professor-adjunto de Pediatria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), alerta aos pais para prestarem atenção especial ao reforço da vacina contra a coqueluche. "Nem a doença nem a vacina conferem ao indivíduo imunidade prolongada", esclarece o médico, que também é membro do Conselho Científico do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Ao contrário do sarampo e da varicela, a popular "tosse comprida" pode ocorrer mais de uma vez na vida. A partir da idade escolar, a coqueluche geralmente se manifesta de forma atípica, sem os sintomas clássicos - acessos prolongados de tosse, guinchos e falta de ar. O doente muitas vezes tem apenas tosse prolongada, que é confundida com doenças respiratórias mais leves. Mesmo quando há suspeita de coqueluche, o exame específico para o diagnóstico, apresenta baixa sensibilidade, principalmente quando o material é colhido mais de três semanas após o surgimento dos sintomas. Os resultados são demorados e os falso-negativos muito comuns, particularmente se o paciente já tiver tomado antibiótico.

Sem saber que estão doentes, as crianças maiores acabam contagiando os que não têm idade para receber a vacina ou não completaram o esquema de vacinação. Quando atinge menores de dois anos, a coqueluche pode provocar diversas complicações, é motivo freqüente de hospitalização por pneumonia e insuficiência respiratória aguda, podendo inclusive causar paradas respiratórias, capazes de deixar sequelas mentais e motoras por causa da falta de oxigenação do cérebro.

O final do inverno também é um bom período para o reforço da vacina contra o sarampo, doença típica da primavera. Aroldo Prohmann de Carvalho lembra que, até 2002, as crianças eram imunizadas aos 9 meses, idade na qual a eficácia da vacina beira aos 80%. Devido à baixa circulação do vírus selvagem do sarampo, o Ministério da Saúde determinou que as crianças fossem vacinadas aos 12 meses com a tríplice viral (sarampo-caxumba e rubéola). "Muitos adolescentes e pré-adolescentes não se vacinaram devidamente e por isso devem receber a dose de reforço", explica o médico.

A dra. Lucia Bricks, diretora médica da Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do grupo Sanofi Aventis, destaca que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a vacina contra influenza sazonal para toda a criança com idade entre 6 meses e 5 anos. "Poucas crianças são vacinadas e a cobertura vacinal é muito baixa, mesmo entre os grupos de risco, como os asmáticos. A vacinação de crianças contra a gripe sazonal é muito importante para reduzir as complicações da doença, mesmo que aumente a circulação dos vírus A (H1N1) no país".

Vacinas

Para proteger as crianças e facilitar a atualização do calendário vacinal, a Sanofi Pasteur disponibiliza a única vacina combinada capaz de oferecer, com uma só dose, o segundo reforço adequado contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite para crianças de cinco a 13 anos. É a vacina internacionalmente conhecida como Tetraxim.   

Desenvolvida com tecnologia de ponta, ela já vem pronta para uso – 100% líquida na seringa, o que facilita a administração. Por ser uma vacina combinada (contra mais de uma doença), simplifica o esquema de imunização e estimula os pais a seguirem corretamente o calendário determinado pelos médicos.

"Quando a criança começa a frequentar a escola, muitos pais tendem a se descuidar da vacinação. Alguns perdem o segundo reforço que, na rede pública, é dado até os sete anos de idade. Com esta nova vacina, as crianças maiores de sete anos podem receber este reforço", afirma a pediatra Lucia Bricks.

Recomendada para crianças e adolescentes entre 1 a 15 anos, a vacina pediátrica contra hepatite A, internacionalmente como Avaxim 80U, já foi licenciada em mais de 40 países. Ela é administrada a partir de 12 meses, com reforço entre seis a 18 meses depois.  

Produzida com vírus atenuados (enfraquecidos), a vacina contra sarampo-caxumba e rubéola, internacionalmente conhecida por Trimovax, é indicada para maiores de 12 meses. Se aplicada até 72 horas após a exposição ao vírus do sarampo em pessoas suscetíveis, pode prevenir a manifestação da doença.

Postado por: Felipe Pinheiro

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