Alter do Chão (PA): o "Caribe Amazônico"

Alter do Chão (PA): o "Caribe Amazônico"

Atualizado: Quinta-feira, 28 Maio de 2009 as 12

Alter do Chão é uma vila turística localizada a 32 Km de Santarém, no Estado do Pará, às margens do Rio Tapajós, afluente do Rio Amazonas. O acesso é feito a partir de Belém, em vôo até Santarém e, de lá, traslado via terrestre, em estrada asfaltada.

O Rio Tapajós possui águas cristalinas e esverdeadas - característica única entre os afluentes do Amazonas - e na sua foz, proporciona o fantástico espetáculo do encontro de suas águas com as barrentas do Amazonas, sem misturar-se. Esse fenômeno ocorre devido as diferentes velocidade e densidade das correntes.

Conhecido como ''Caribe Amazônico'', o município tem cerca de 2.000 quilômetros de praias exóticas, algumas de fácil acesso e outras completamente desertas e isoladas, banhadas pelas águas claras do Tapajós.

Além de praias fluviais e passeios de barco pelo Rio Tapajós, a região ainda oferece cachoeiras, florestas e inusitadas formações rochosas, ideais para a prática de esportes de aventura, como trekking e canoagem. Para quem gosta de pescaria, existem saídas diurnas e noturnas, em barcos fretados. Vale a pena pernoitar a bordo.

A pequena área urbana de Alter do Chão abriga o Centro para a Preservação da Arte, da Cultura, da Arte e da Ciência Indígena (CPAI), conhecido como Museu do Índio, onde podem ser encontrados objetos raros e a história de 70 tribos da região amazônica.

Principais atrações

Artesanato local: produtos artesanais dos produtores locais manufaturados com materiais da região, visando difundir o que Alter do Chão tem de especial, atraindo gradativamente um número maior de visitantes a fim de apresentar a cultura e comercializar os produtos típicos da região.

Belterra: localiza-se em uma planície elevada às margens do Rio Tapajós, coberta por densa floresta. A cidade idealizada e construída por Henry Ford na década de 30 em típico estilo das pequenas cidades do sul dos Estados Unidos, foi criada com objetivo de abastecer a industria automobilística com borracha. Emancipada como município em 1997, ainda preserva as características americanas em suas construções.

Canal do Jarí: canal que liga o Rio Amazonas com o Rio Tapajós, é caracterizado por fauna e flora tipicamente amazônica (várzea). Possibilidade de focar jacarés, pescar piranhas e observar a belíssima revoada dos pássaros.

Encontro das águas: assim como o Encontro dos Rios Negro e Solimões, outro Encontro de Rios que chama atenção é o dos rios Tapajós e Amazonas. As águas destes rios se encontram, no entanto não se misturam, deixando uma marca bem definida de cada um. Isso acontece devido a diferente velocidade e densidade das águas.

Floresta Nacional do Tapajós: tem mais de 600 mil hectares. Criada em 1974, é tomada por essências nativas da região, como o babaçu e várias espécies de animais silvestres (cutias, onças e macacos).

Lago Verde: área situada às margens do Rio Tapajós. O nível da água oscila cerca de 10 metros ao longo do ano. O pico da cheia é no mês de junho, e novembro é o mês do nível d'água mais baixo. O Lago Verde possui cerca de 165 ha e margeia a Vila de Alter do Chão. O lago é formado pelo represamento da bacia com o Rio Tapajós. O Lago Verde é alimentado por dois igarapés principais, Jutuarana e Sonrisal, que desembocam nas cabeceiras do Macaco e Cuicuera e são formados por vários outros igarapés.

Museu Dica Frazão: o museu foi construído em homenagem à senhora de mesmo nome, uma artesã santarena dona de uma técnica única no mundo inteiro, capaz de transformar capins, raízes, fibras e cascas de madeira em belos e finos tecidos, com os quais produz um maravilhoso artesanato.

Praias desertas do Rio Tapajós: localizadas na margem direita do rio Tapajós, ficam a 30 km de Santarém por estrada pavimentada. O acesso por via fluvial leva cerca de 3 horas através do rio Tapajós. As mais indicadas são Ponta do Cururu e Ponta do Mureta, próximas à vila, porém praticamente desertas e muito belas. O acesso é feito através de canoas motorizadas que podem alugadas na vila de Alter do Chão.

Praias fluviais do Rio Arapiuns: um dos passeios mais bonitos da região, que pode ser realizado em dois, três ou quatro dias, percorrendo o rio Arapiuns e afluentes da região, visitando comunidades locais e diversas praias fluvias desertas. Localizado à margem esquerda do rio Tapajós, o rio Arapiuns tem acesso exclusivo por via fluvial. É no verão que surgem as inúmeras praias como a Ponta do Icuxi, de areias brancas e finas, às vezes formando pequenas dunas, com águas cristalinas e verde-azuladas. Outra atração bastante conhecida na região é a cachoeira do Aruã, dividida em duas quedas d´água, separada por uma pequena ilha coberta de vegetação. Excelente lugar para a prática de caminhadas e canoagem. Não existe infra-estrutura na região do Arapiuns, exceto um posto telefônico e posto de saúde.

Praias na região de Santarém:

- Praia de Canapanari: é uma praia deserta. O acesso até lá só pode ser feito por via fluvial.

- Praia Maracanã: uma das praias mais próximas da cidade, distante cerca de 6 km por via terrestre, com estrada pavimentada e sinalizada. O seu acesso pode ser feito também por via fluvial. Dispõe de pequena infra-estrutura para a venda de alimentos e bebidas.

- Praia de Maria José: é deserta e não dispõe de infra-estrutura. Chega-se somente através do rio.

- Praia de Pajussara: seu acesso é feito por via terrestre, passando por propriedades particulares. o acesso também pode ser feito por via fluvial.

Ponta de Pedras: fica distante 23 km pelas rodovias pavimentadas e mais 12 km por estrada não pavimentada. A beleza do lugar, com suas formações rochosas, chama a atenção. Dispõe de pequena infra-estrutura para a venda de alimentos e bebidas.

Ponta do Cururu: localizada próxima à vila de Alter do Chão, com acesso pelo rio (30 minutos).

Serra Piroca: localizada próxima a praia de Alter do Chão, é possivel caminhar até o mirante que oferece ótima vista do Rio Tapajós e Alter do Chão.

Vale lembrar

Navegação: vale a pena conhecer o Rio Arapiuns e dormir a bordo de um barco. Além das praias desertas e paradisíacas, os botos encontrados na região e as comunidades locais encantam qualquer ecoturista. O visual é imperdível!

Gastronomia: não deixe de experimentar o Pirarucu defumado servido em vários restaurantes da região.

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