Ano da França no Brasil traz tapeçarias francesas do século 17 a Belo Horizonte

Ano da França no Brasil traz tapeçarias francesas do século 17 a Belo Horizonte

Atualizado: Terça-feira, 14 Julho de 2009 as 12

Vinte tapeçarias Gobelins e Beauvais pertencentes ao acervo do Museu do Mobiliário Nacional da França serão o objeto da exposição "Tapeçarias francesas - Patrimônio e criação", que faz parte do calendário oficial do Ano da França no Brasil. A mostra ficará em cartaz de 15 de julho, para convidados, e 16 de julho para o público a 23 de agosto, no Museu de Artes e Ofícios em Belo Horizonte. O Embaixador Roberto Soares de Oliveira, comissário-geral do Comissariado brasileiro do Ano da França no Brasil, estará presente na abertura.

"A exposição revela o olhar estrangeiro sobre o Brasil, a rede de influências entre as telas de Eckhout, as tapeçarias de Gobelins e o Brasil do século XVII. As tapeçarias vindas do Museu do Mobiliário Nacional da França são um dos pontos altos das comemorações do Ano da França no Brasil", destacou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

A exposição traz 11 obras do século 17 da famosa série "Tapeçaria das Índias (O Novo Mundo)", feita em Gobelins. Nove delas, da série "Antigas Índias", foram tecidas a partir de quadros do pintor Albert Van Der Eckhout (1610-1665), integrante da missão de cientistas e artistas trazidos ao Brasil por Maurício de Nassau (1604-1679), governador do Brasil holandês entre 1637 e 1644. Em 1679, ano de sua morte, Nassau presenteou o Rei Luís XIV com os oito grandes quadros de Eckhout sobre o Brasil, que deram origem às tapeçarias de Gobelins.

Também virão da França duas tapeçarias do pintor Alexandre-François Desportes (1661-1743), da série "Novas Índias", e quatro cartões originais pintados por Eckhout, que serviram de modelo para a confecção de tapeçarias: "O Combate dos Animais" (Combat d’animaux) e "O Cavalo Rajado (Le cheval rayé)".

Além disso, a exposição também destaca a produção contemporânea de tapeçarias, estimulada pelo governo francês através de convites a artistas para criar desenhos para essas manufaturas. A mostra terá obras feitas a partir do trabalho de dez artistas de vários países: Claude Bellegarde (1927), Carole Benzaken (1964), Patrick Corillon (1959), Gérard Garouste (1946), Jean-Michel Alberola, Erro (Gudmundur Gudmunson) (1932), Shirley Jaffe (1923), Huang Yong Ping (1954), e os falecidos Roberto Matta (1911-2002) e Raymond Hains (1926-2005).

Serviço:

Tapeçarias francesas - Patrimônio e criação

Visitação pública: 16 de julho a 23 de agosto de 2009

Museu de Artes e Ofícios Praça Rui Barbosa s/nº, Centro - Belo Horizonte

Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos)

Entrada gratuita nos sábado e quartas, das 17h às 21h

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