Arquipélago de Fernando de Noronha vive no ritmo da natureza

Arquipélago de Fernando de Noronha vive no ritmo da natureza

Atualizado: Quinta-feira, 17 Março de 2011 as 10:03

Contemplar a paisagem exuberante do arquipélago de Fernando de Noronha, cuja descoberta data dos primeiros tempos das navegações europeias rumo ao Novo Mundo, é, ainda hoje, se deparar com o mar cristalino, a abundante fauna marinha e muita natureza.

Cerca de 70% do território integra um parque nacional marinho e, assim, essas ilhas também encerram privações em nome do preservacionismo --muitas praias têm restrições de uso, como horário certo para fechar.

Tartarugas marinhas, golfinhos-rotadores e vários outros bichos são presenças tão frequentes que fazem parte da paisagem.

Esse intenso contato com a natureza faz com que seja difícil achar um "ilhéu" (ou habitante de Fernando de Noronha) que não saiba recitar de cor as principais espécies que passam por lá e as medidas para sua conservação.

O paraíso, claro, tem seu preço. Estar a 550 km do continente em Recife (PE) impõe dificuldades logísticas ao arquipélago. Isso encarece (muito) produtos e serviços.

Custando mais de R$ 3,70 o litro, a gasolina vendida no único posto de combustível de Fernando de Noronha é a mais cara do Brasil.

Comer e beber também sai bem mais caro, mas as opções costumam ser charmosas e saborosas. Os frutos do mar são destaque.

Às quartas e sábados, o show é do chef Zé Maria, o mais famoso do arquipélago, dono da pousada que leva seu nome. Ele promove um festival gastronômico com mais de 50 pratos. É obrigatório fazer reserva, pois pode ser difícil conseguir mesa.

Para pagar por tudo isso, o ideal é sacar dinheiro ainda no continente. A aceitação de cartões de crédito e débito aumentou bastante nos últimos anos por lá, mas há instabilidade na rede.

Além disso, ainda há poucos caixas eletrônicos e a única agência regular é do banco Santander.

HOSPEDAGEM

O jeito mais barato de se hospedar em Noronha são as pousadas domiciliares. Há dezenas em vários pontos.

As acomodações costumam ser simples. Quase todas têm ar-condicionado e incluem café da manhã. Mas quem busca mais conforto, pode optar por um dos hotéis do arquipélago.

Embora a área do arquipélago seja pequena, o jeito melhor para se deslocar são os buggies. As estradas vicinais que levam às principais praias costumam ser acidentadas, dificultando o acesso de outros veículos.

Se o visitante não quiser guiar, há motoristas que fazem serviço de táxi. Não há taxímetro, mas, sim, uma tabela de referência que pode ser conseguida no ponto da Vila dos Remédios. Em geral, combina-se o preço da corrida antecipadamente, assim como um horário para o carro levar e buscar.

Existe ainda uma linha de ônibus que percorre a BR-363 _a segunda menor rodovia federal do Brasil, com cerca de 7 km. Ela liga o porto de Santo Antônio à praia do Sueste. É preciso ficar atento à frequência, que pode mudar ao longo do dia.

BAGAGEM

Calças jeans e casacos são itens quase supérfluos. Roupas leves e sandálias são a pedida. Nessa época, como algumas trilhas como a da praia do Leão e a do Atalaia podem estar enlameadas, convém levar tênis.

Protetor solar e repelente são fundamentais. Lá, a variedade de marcas é restrita e os preços, altos. E as farmácias são raras: não se esqueça de colocar na mala medicamentos de uso contínuo.

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