Aruba oferece passeio de submarino e safári em deserto

Aruba oferece passeio de submarino e safári em deserto

Atualizado: Segunda-feira, 6 Abril de 2009 as 12

Um silêncio paira no ar. Sentados lado a lado, a 43 metros de profundidade, todos fixam seus olhares em um ponto do lado de fora da janela. De repente, um grito. E o grupo de 15 pessoas se aperta em um canto do submarino para ver o tubarão-lixa. Ele aparece rapidamente e se esconde sob uma pedra. Depois dele, surgem uma tartaruga-marinha e uma exótica moréia verde, inúmeros corais, recifes, peixes de cores exóticas.

O passeio, inesquecível e não recomendado para corações mais frágeis, acontece em Aruba e é apenas um exemplo de como a ilha caribenha, a 31 km da Venezuela, pode surpreender.

Originada de uma formação rochosa de 86 milhões de anos e hoje território holandês, Aruba é tudo o que se espera de um destino caribenho e algo mais. É bom já ir aprendendo a falar "masha danki". Será preciso dizer inúmeras vezes "muito obrigado" para aquele povo gentil e acolhedor. O agradecimento dito em papiamento (língua local, que mistura português, espanhol, holandês, inglês e dialetos africanos) é um dos passaportes para conhecer e desfrutar da simpatia arubana.

Um povo de raízes européias, indígenas e africanas. A ilha tem temperatura média anual de 28ºC, mas não tem um calor abafado. Os ventos intensos, que deixam as árvores inclinadas como se fossem desenho, trazem frescor o tempo todo e fazem da ilha um paraíso para os fãs de esportes náuticos. Destino certo para praticantes de windsurfe e paraglider, que ficam surfando de um lado a outro em algumas praias, Aruba também atrai centenas de mergulhadores, que buscam suas águas límpidas e sua riqueza marítima.

Para os que ainda não se arriscaram a mergulhos mais profundos, uma sugestão é o "snorkel", que não requer técnica apurada e proporciona um passeio especial pelas mais belas praias da ilha. As diferentes matizes de corais e recifes e uma grande sorte de peixes encantam e fazem relaxar o mais workaholic dos seres.

Quando cansar dos passeios náuticos (se é que é possível, em meio a tanta tranqüilidade e beleza), o turista pode jogar-se nas compras. O território da ilha é isento de taxas, deixando itens como eletroeletrônicos e perfumes com um preço atraente. Se há uma afeição especial pelos artesanatos, lembre-se de pechinchar bastante. Os locais estão acostumados com turistas que gastam muito (o dólar é amplamente aceito) e, às vezes, basta um charminho para que baixem o preço pela metade. Uma dica é a loja Art & Tradition (caya Betico Croes, 30; www.mopamopa.com), perto do centrinho de Orangestad. As delicadas peças vendidas ali são feitas com uma técnica ancestral de colorir e decorar objetos com uma resina feita a partir de plantas amazônicas.

Reserve a energia que resta para se surpreender com o outro lado da ilha. Aruba guarda ao longo de seus 193 km2 um deserto com trilhas para passeios de jipe mais radicais. Além do cenário inusitado, por onde se avistam igüanas e cactos, também atraem alguns pontos turísticos, como um farol, ruínas de uma construção do século 19 e um extenso (e misterioso) cemitério de pedras, ao longo de toda a estrada.

Quando ir

Fora da rota dos furacões e com baixíssimo índice de chuvas, Aruba pode ser visitada o ano inteiro. Em dezembro e janeiro, europeus e norte-americanos fogem do frio para a ilha. De abril a outubro é a baixa temporada, e os preços caem, mas o sol continua. De agosto a outubro, a temperatura sobe.

Dica

Na bagagem, coloque roupas para o verão, que dura o ano inteiro na ilha. Maiôs, sungas, biquínis e outras peças para a praia merecem mais espaço. Os ventos alísios são fortes e constantes. A brisa engana os desavisados, mas protetor solar e chapéu são indispensáveis.

Clima

Semiárido. Temperatura média anual em torno de 28ºC, com baixa umidade.

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