Avenida Paulista faz paulistano virar turista

Avenida Paulista faz paulistano virar turista

Atualizado: Sexta-feira, 10 Dezembro de 2010 as 3:43

Visitantes de outra cidade e mesmo paulistanos que não moram perto da avenida Paulista podem fazer as vezes de turista em São Paulo.

Quem se hospeda num fim de semana, por exemplo, no Formule 1 da rua da Consolação, 2.303 --diária de R$ 115 e estacionamento para hóspedes a R$10 (pelo período da estada)--, consegue fazer a pé inúmeros passeios no raio de algumas quadras.

Os cinéfilos podem ir ao tradicional cine Belas Artes mais de uma vez; já os mais ligados em artes plásticas podem visitar o acervo do Masp e, se for domingo cedo, ir à feirinha de antiguidades no vão livre do museu, cujo acervo guarda óleos de Toulouse-Lautrec, Modigliani, Chagall e Van Gogh.

Outra dica, durante o dia, é passear no parque Trianon, em frente ao museu, do outro lado da avenida Paulista.

Glutões escolhem entre dezenas de restaurantes diferentes; é até difícil listá-los: há iguarias árabes, japonesas, ítalo-brasileiras, hambúrgueres e até churrascarias e bistrôs mais chiques.

Quase na esquina da rua da Consolação com a avenida Paulista, a nova estação Paulista do metrô por enquanto só abre durante a semana, mas logo abrirá aos sábados e domingos. Na própria rua da Consolação, são muitas as lojas de lustres, lâmpadas e antiguidades.

Caminhantes mais intrépidos podem descer a rua até as proximidades do cemitério homônimo. Ali, ao lado, fica o eclético bistrô argentino La Frontera.

Outro parada, ao percorrer a avenida Paulista na direção do Paraíso, é o Conjunto Nacional, que faz esquina com a rua Augusta, onde fica a multicultural Livraria Cultura.

Descer a rua Augusta no sentido centro não é boa recomendação durante a noite, quando as calçadas ficam tomadas pela prostituição, mas, de dia, a visita ao balcão da velha rotisseria Bologna revela repastos bem paulistanos, como o minicuscuz, o camarão empanado, empadinhas e a coxinha-creme.

Já no Paraíso, na extremidade oposta da Paulista, além do shopping Pátio Paulista, com boa oferta de cinemas e lojas, há também sorveterias e restaurantes.

Na rua Rafael de Barros, o Halim é simples, serve rodízio árabe no almoço e se notabiliza pelos salgadinhos e doces servidos no balcão, caso dos ninhos de damasco.

Na alameda Santos, os corretos hambúrgueres do A Chapa rivalizam com os grills, bons e bem caros, da região do Paraíso, que são o Rubayat e o Dinho's.

Quem tem fome de cultura tem por ali dois centros culturais, o Itaú e a Casa das Rosas. No meio do caminho, na rua Manuel de Nóbrega, perto da esquina da alameda Santos e paralela à Brigadeiro Luís Antonio, há japoneses como o Sushi Yassu.

Referência nesse passeio, a avenida Paulista encerra um mundo de lojas, com destaque para a livraria Fnac.

VEJA OSENDEREÇOS

CINEMAS:

- Belas Artes (rua da Consolação, 2.423)

- Espaço Unibanco (rua Augusta, 1.475)

HOTÉIS:

- Formule 1 (na rua da Consolação, 2.303)

- Ibis (avenida Paulista, 2.355)

- Golden Tulip (alameda Santos, 85)

- Renaissance (alameda Santos, 2.233)

- InterContinental (alameda Santos, 1.123)

MUSEUS

- Masp (avenida Paulista, 1.578)

- Casa das Rosas (avenida Paulista, 37)

- Itaú Cultural (avenida Paulista, 149)

IGUARIAS

- La Frontera (rua Coronel José Eusébio, 105)

- Rotisserie Bologna (rua Augusta, 379)

- Sushi Yassu (rua Manuel de Nóbrega, 199/ 209)

- Halim (rua Doutor Rafael de Barros, 56)

- A Chapa (alameda Santos, 24)

- Dinho's (alameda Santos, 45)

- Rubayat (alameda Santos, 86)

LIVRARIAS

- Fnac (avenida Paulista, 2.423)

- Cultura (avenida Paulista, 2.073)

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